Copa do Mundo 2014/ Estados Unidos - ( - Atualizado )

Klinsmann exalta EUA, mas não vê árbitro das oitavas com bons olhos

Salvador (BA)

Após adquirir grande confiança ao classificar em um grupo difícil, com Alemanha, Portugal e Gana como rivais, os Estados Unidos agora veem o árbitro argelino Djamel Haimoud com desconfiança. O juiz apitará o jogo das oitavas de final contra a Bélgica, nesta terça-feira, às 17 horas, na Arena Fonte Nova. Haimound fala o francês, mesma língua dos rivais belgas e esse é um motivo de preocupação para o técnico da seleção americana Jürgen Klinsmann, uma vez que a comunicação poderá ser favorável aos europeus.

O alemão ainda citou, em entrevista coletiva na Arena Fonte Nova, na tarde desta segunda-feira, a desclassificação da Argélia para os Estados Unidos no último jogo da fase de grupos da Copa de 2010 como fator preocupante para a arbitragem do duelo de terça e criticou a escolha da Fifa: “Esperamos que arbitragem não seja motivo de preocupação. O árbitro fez dois jogos e apitou muito bem, esperamos que continue com arbitragem perfeita. Não é confortável porque Bélgica e Argélia estavam no mesmo grupo, ele fala francês com os jogadores belgas, e não conosco. É um país que nós derrotamos na última Copa. Sei que às vezes é difícil para Fifa escolher juiz certo para jogo certo. Tem sido capcioso. Vamos respeitar as decisões e esperamos que saia tudo bem”.

AFP
Klinsmann vê o idioma do árbitro argelino como fator que poderá ser favorável aos jogadores da Bélgica

Haimoud apitou a vitória da Holanda, por 3 a 2, sobre a Austrália, no Beira-Rio, e o empate sem gols entre Costa Rica e Inglaterra, no Mineirão. Não houve erros de arbitragem em ambas as partidas.

Antes, porém, Klinsmann exaltou a campanha norte-americana no Mundial, mas não quer se contentar com as oitavas de final: “Estamos muito empolgados de jogar contra a Bélgica. Estamos no mata-mata, que tem uma dinâmica completamente diferente da fase de grupos, e isso nos motiva demais. Passamos por um grupo muito difícil e estamos famintos por resultados. Temos muito respeito, mas não temos medo dos belgas. Acho que vai ser um jogo bastante interessante. Esta é uma oportunidade incrível, e ninguém vai querer esperar outros quatro anos para chegar às quartas. Queremos isso agora. Estamos muito ansiosos para olhar os belgas nos olhos e seguir. O céu é o limite, e queremos um desafio após o outro”.

Já para Clint Dempsey, principal atacante da seleção norte-americana, os sobrinhos do Tio Sam conquistaram confiança com o bom futebol apresentado nos jogos da primeira fase, mesmo aqueles que terminaram sem a vitória dos Estados Unidos: “Nós adquirimos confiança na fase de grupos por termos avançado em um grupo muito difícil. Mesmo quando cedemos o empate ou fomos derrotados, nós mostramos personalidade lutando até o final. No jogo contra Portugal (os portugueses empataram nos últimos minutos, em 2 a 2) aprendemos que precisamos estar alerta durante 90 minutos, que temos que dar nosso melhor o tempo inteiro. No mata-mata tudo é possível, os jogos podem ser mais longos. Tudo é possível, e espero que nos saiamos muito bem”.