Futebol/Copa 2014 - ( )

Luiz Gustavo ignora retrospecto contra Chile: “É uma nova história”

Teresópolis (RJ)

A Seleção Brasileira tem um retrospecto positivo contra o Chile em jogos de Copa do Mundo. Nos três encontros (1962, 1998 e 2010) já realizados na história, a equipe canarinho passou pela “La Roja” com facilidade, mas este bom desempenho não anima os jogadores de Luiz Felipe Scolari para a partida deste sábado, 13 horas (de Brasília), no Mineirão, em Belo Horizonte.

“Não costumo pensar nessas coisas, mas sim em enfrentar o que está por vir. O que passou já foi. Agora, é uma nova história, com novos personagens, e tudo é possível”, disse o volante Luiz Gustavo, que conhece alguns jogadores do atual time chileno por causa de amistosos feitos antes da Copa do Mundo.

Já de olho na preparação para a competição em casa, a Seleção Brasileira encarou os chilenos em novembro do ano passado. Com a participação de Robinho, a equipe de Felipão derrotou o adversário por 2 a 1, mas ainda assim pôde perceber que o rival sul-americano poderia ser uma surpresa na Copa.

AFP
Luis Gustavo ouviu os recados de Felipão e sabe que o Chile será um adversário perigoso nas oitavas de final
“Tivemos a oportunidade de jogar contra eles em amistoso e vimos que têm muita dificuldade, são de alto nível. Quando há equipes com grandes jogadores, o jogo é maravilhoso”, projetou Luiz Gustavo, que terá a missão de ajudar a parar o bom ataque formado por Alexis Sanchez e Eduardo Vargas.

O volante da Seleção Brasileira, que vem fazendo uma boa Copa do Mundo, teve o discurso endossado por outro companheiro. Reserva bastante utilizado por Luiz Felipe Scolari, o meia Willian também mostrou não se iludir com o histórico de confrontos diante do Chile.

“O retrospecto é bom, pois o Brasil já venceu algumas vezes o Chile, mas não vamos pensar nisso agora. Cada jogo tem sua história. Tenho certeza de que a seleção chilena está motivada. Por isso, temos de nos preparar bem, que é o que estamos fazendo para o jogo de sábado”, explicou Willian.

Antes da Copa do Mundo, Luiz Felipe Scolari também já havia adotado este discurso mais cauteloso com relação ao Chile. O treinador afirmou que seria melhor encarar Holanda ou Espanha (que também estavam no grupo B) do que ter a “La Roja” nas oitavas de final. O desempenho dos sul-americanos nas três primeiras rodadas, quando apresentaram um bom futebol e eliminaram os atuais campeões mundiais, ajuda a reforçar a preocupação com o adversário deste sábado.