Futebol/Copa do Mundo - ( )

Mesmo angustiado, Felipão promete dormir bem antes do primeiro degrau

Luiz Ricardo Fini São Paulo (SP)

O período de preparação do Brasil para a Copa do Mundo coincidiu com momentos de dificuldades do técnico Luiz Felipe Scolari no âmbito familiar. Desde que começou a concentração para o torneio, o treinador da Seleção Brasileira recebeu duas más notícias, de mortes de pessoas próximas, mas explica que o trabalho o conforta.

“Nós convivemos com alguns momentos de dificuldades juntos, sabemos o que é isso, mas a vida segue. Fazemos aquilo que temos de fazer e, depois, seguimos em frente. Encontro forças no trabalho desse pessoal, olhando para os jogadores que se dedicam todo o dia. Isso tudo faz com que, mesmo em uma situação de tristeza, a gente olhe para aquilo maravilhoso que estamos recebendo”, afirmou.

Logo no início da preparação do Brasil, Felipão precisou deixar a Granja Comary para acompanhar o velório de seu cunhado, Nei Canabarro Maia, que era casado com uma das irmãs do técnico. Já nesta terça-feira, o treinador recebeu outra triste notícia, pois seu sobrinho, Tarcísio João Schneider, filho de outra irmã, não resistiu aos ferimentos de um acidente automobilístico.

Desta vez, o técnico não deixou a concentração e seguiu com o restante da delegação na noite de terça para São Paulo. Para se concentrar apenas no trabalho, Felipão tenta controlar a ansiedade para o início da Copa. “A gente passa cinco, sete, 15 dias treinando... Meu Deus, é uma angústia só. É hora de começar e pronto”.

Mesmo com a grande expectativa para que chegue logo a partida desta quinta-feira, contra a Croácia, o treinador garantiu, em um momento descontraído de sua entrevista, que a nem sequer vai perder o sono na noite desta quarta.

“Já falei mais de cem vezes que durmo bem. Não sei se faço bem outras coisas (risos), mas durmo bem. Hoje, de noite, vai ser a mesma coisa. Se tivesse o Neymar do outro lado, claro que teria alguns pensamentos durante a noite, mas continuaria dormindo”, comentou, observado de perto pelo inseparável auxiliar Murtosa, posicionado próximo ao palco em que ficou a bancada para a entrevista.

AFP
Treinador vive momento difícil na vida pessoal, mas afirma que o trabalho o ajuda a seguir a vida

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