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O Brasil em todas as Copas - 1998 e 2002: do trauma ao penta

Gazeta Press Rio de Janeiro (RJ)

O Brasil em todas as Copas

  • INTRODUÇÃO
  • 1930 - 1938
  • 1950 - 1954
  • 1958
  • 1962 - 1966
  • 1970
  • 1974 - 1990
  • 1994
  • 1998 - 2002
  • 2006 - 2010
  • GOLEIROS
  • FIASCOS

A partir de 1998, na França, a Copa do Mundo passou a contar com um número maior de seleções: 32 equipes disputaram a competição, e a Seleção Brasileira acabou com o vice-campeonato, depois de uma final conturbada pelos problemas apresentados no dia do jogo pelo atacante Ronaldo. Foi a Copa em que o astro francês Zinedine Zidane despontou para o mundo.

Foi uma competição com partidas que entraram para a história, como o confronto entre as seleções do Irã e dos Estados Unidos, que desde aquela época mantinham uma relação conturbada. Os iranianos venceram por 2 a 1 um jogo marcado pela cordialidade entre os atletas.

Argentina e Inglaterra disputaram um duelo dramático, marcado pelo talento do jovem Michael Owen e pela malandragem do argentino Simeone, que provocou a expulsão do astro inglês David Beckham.

Acervo/Gazeta Press
A Seleção Brasileira chegou à decisão de 1998, mas perdeu para a França, depois de um susto de Ronaldo
A grande surpresa da competição foi a seleção da Croácia. Na sua primeira Copa, os croatas abriram caminho entre os grandes e chegaram ao terceiro lugar, batendo equipes fortes, como Alemanha e a Holanda. A Croácia teve como grande destaque individual o atacante Davor Suker, artilheiro do torneio, com seis gols marcados. A equipe só parou na anfitriã França, que começou meio titubeante, mas foi se firmando com o passar do tempo e acabou chegando com justiça à decisão da Copa.

A campanha brasileiraComo campeão mundial em 1994, o Brasil não precisou disputar as Eliminatórias para a Copa seguinte. Dirigida por Zagallo, que assumiu o comando depois que Parreira se afastou, a Seleção Brasileira fez sua estreia na Copa do Mundo enfrentando a Escócia. O time teve alguns problemas, mas acabou vencendo por 2 a 1.

A segunda partida, diante de Marrocos, foi mais fácil, e a vitória por 3 a 0 apenas fez justiça ao time que sobrava em campo. Na terceira partida, uma surpreendente derrota para a Noruega, 3 a 2. A situação se acalmou nas oitavas de final, com uma fácil goleada sobre o Chile, por 4 a 1, e nas quartas de final foi a vez de Rivaldo se destacar na vitória por 3 a 2 sobre a Dinamarca.

A semifinal diante da Holanda foi dramática. Depois de empate na partida e na prorrogação, 1 a 1, a decisão foi para os pênaltis, em que o goleiro Taffarel apareceu como grande herói.

Amarga decisão

Ronaldo chegou à França carregando nos ombros a esperança da torcida brasileira por ter sido escolhido o melhor jogador do mundo pela Fifa em 1996 e 1997. O Fenômeno marcou quatro gols, sendo o artilheiro da Seleção no torneio, mas em poucos momentos conseguiu reviver o jogador que encantava as torcidas europeias. Mesmo assim, era tratado com respeito e muita marcação pelos zagueiros.

No dia da decisão contra a França, Ronaldo sofreu uma convulsão enquanto dormia, assustando todos os jogadores. O atacante foi levado para um hospital, enquanto Zagallo confirmava Edmundo no seu lugar. Ao chegar ao estádio, liberado pelos médicos, Ronaldo disse ter condições de jogo e foi confirmado pelo treinador.

Sem a menor condição física, Ronaldo foi a sombra do atacante que era, e o Brasil não conseguiu superar o melhor futebol da França, que, comandado pelo meia Zinedine Zidane, venceu por 3 a 0, na maior diferença já registrada contra o Brasil em Copas do Mundo. A defesa brasileira levou dez gols no total e terminou a competição como a mais vazada entre as 32 seleções.

TIME-BASE:Taffarel; Cafu, Júnior Baiano, Aldair e Roberto Carlos; César Sampaio, Dunga, Rivaldo e Leonardo; Bebeto e Ronaldo

O PENTA DA FAMÍLIA SCOLARI

Até chegar à classificação para a Copa do Mundo de 2002, a Seleção Brasileira sofreu, acumulando maus resultados em diversas competições e sendo dirigida por três treinadores: Vanderlei Luxemburgo, Emerson Leão e finalmente Luiz Felipe Scolari.

Felipão assumiu em meio à crise pela derrota na Copa das Confederações e enfrentou turbulência para impor sua filosofia e levar o Brasil à tão sonhada conquista do penta. No início do trabalho, Scolari teve que ignorar a pressão de parte da imprensa e da torcida por Romário, porque o técnico preferiu montar um elenco de jogadores que privilegiavam o espírito de grupo. Nasceu daí a "Família Scolari".

Djalma Vassão/Gazeta Press
O lateral Cafu levantou o troféu para coroar a conquista do Brasil na Copa do Mundo de 2002
Em vez de chamar o Baixinho, Felipão apostou na recuperação de Ronaldo e Rivaldo, que vinham de graves contusões, manteve suas convicções até o fim e foi recompensado. O Brasil venceu os sete jogos, inclusive a final, em inédito duelo com a Alemanha, chegando ao penta, feito só comparável ao time de 1970, o único até então a vencer todas as partidas. Felipão deu chance a quase todos os jogadores.

Apenas os goleiros reservas Dida e Rogério Ceni não entraram em campo. O goleiro Marcos e o capitão Cafu foram os únicos que participaram de todos os jogos permanecendo os 90 minutos em campo.

Apito simpático

O início da participação brasileira na Copa do Mundo de 2002 foi complicado. O Brasil só conseguiu derrotar a aguerrida Turquia por 2 a 1 graças a uma ajuda do árbitro sul-coreano Young Joo Kim, que marcou pênalti em Luizão quando a falta foi cometida fora da área. Nas duas outras partidas da primeira fase, duas goleadas sobre China (4 a 0) e Costa Rica (5 a 2) ajudaram a solidificar o espírito de grupo.

Nas oitavas, outra providencial ajuda da arbitragem. O árbitro jamaicano Peter Prendergast anulou equivocadamente um gol de Wilmots, marcando falta inexistente do atacante sobre Roque Júnior. O Brasil acabou vencendo por 2 a 0.

Contra a Inglaterra, outra partida que deixou a torcida à beira de um ataque de nervos. Os ingleses aproveitaram uma falha de Lúcio e abriram o placar. Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, meio sem querer, em cobrança de falta histórica, garantiram mais uma vitória brasileira. Ronaldinho Gaúcho ainda foi expulso por jogada violenta. A surpreendente Turquia voltou a cruzar o caminho da Seleção Brasileira na semifinal. O Brasil sofreu, mas venceu por 1 a 0, gol de Ronaldo, de bico.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Felipão foi o terceiro técnico a assumir nas Eliminatórias da Copa de 2002 e formou a Família Scolari
A decisão da Copa juntou duas equipes que nunca tinham se enfrentado em Copas do Mundo. A partida começou a ser decidida aos 22 minutos do segundo tempo, quando Ronaldo aproveitou um rebote do goleiro Oliver Kahn em chute de Rivaldo e marcou o primeiro gol. Logo depois, Rivaldo fez um belo corta-luz para Ronaldo marcar o segundo e definir a conquista do pentacampeonato.

Grandes fracassos

A Ásia recebeu pela primeira vez o Mundial de futebol. Em uma decisão política da Fifa, pela primeira vez, dois países dividiram o direito de sediar a Copa: Japão e Coreia do Sul. No duelo entre os dois anfitriões, os sul-coreanos levaram vantagem. Com providencial ajuda da arbitragem nas vitórias contra Itália e Espanha, a Coreia do Sul chegou à semifinal contra a Alemanha, mas não passou pelo goleiro Kahn.

Já o Japão caiu nas oitavas, sucumbindo diante da Turquia. Os turcos foram longe, derrotaram os sul-coreanos e ficaram em um surpreendente terceiro lugar, na primeira participação em Mundial em 48 anos.

Se Coreia do Sul e Turquia surpreenderam, França e Argentina foram as grandes decepções do torneio. Chegaram como grandes favoritos ao título e não passaram da primeira fase. Atuais campeões, os franceses, que quase não tiveram Zidane, contundido, não conseguiram marcar um gol sequer em três jogos.

OS JOGOS DO BRASIL NA CAMPANHA VITORIOSA:
Primeira fase: Brasil 2 x 1 Turquia
Data: 3/6/2002

Brasil: Marcos, Lúcio, Roque Jr. e Edmílson; Cafu, Roberto Carlos, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Vampeta) e Ronaldinho Gaúcho (Denilson); Ronaldo (Luizão) e Rivaldo

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gols: Sas aos 47 minutos do 1º Tempo e Ronaldo aos 5 e Rivaldo aos 42 minutos do 2ºTempo

Primeira fase: Brasil 4 x 0 China
Data: 8/6/2002

Brasil: Marcos, Anderson Polga, Lúcio e Roque Jr.; Cafu, , Gilberto Silva, Juninho Paulista (Ricardinho), Ronaldinho Gaúcho (Denílson)e Roberto Carlos; Ronaldo (Edílson) e Rivaldo

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gols: Roberto Carlos aos 15, Rivaldo aos 32 e Ronaldinho Gaúcho aos 45 minutos do 1º Tempo; Ronaldo aos 10 minutos do 2º Tempo

Primeira fase: Costa Rica 2 x 5 Brasil
Data: 13/6/2002

Brasil: Marcos, Anderson Polga, Lúcio e Edmilson; Cafu, Gilberto Silva, Juninho Paulista (Ricardinho), Rivaldo (Kaká) e Júnior; Edílson (Kleberson) e Ronaldo.

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gols: Ronaldo aos 10 e aos 13, Edmílson aos 38 e Wanchope aos 39 minutos do 1º Tempo; Gomez aos 11, Rivaldo aos 17 e Júnior aos 19 minutos do 2º Tempo

Oitavas de final: Brasil 2 x 0 Bélgica
Data: 17/6/2002

Brasil: Marcos, Lúcio, Roque Jr. e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Ronaldinho Gaúcho (Kléberson), Juninho Paulista (Denílson) e Roberto Carlos; Ronaldo e Rivaldo (Ricardinho)

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gols: Rivaldo aos 22 e Ronaldo aos 42 minutos do 2º Tempo

Quartas de final: Inglaterra 1 x 2 Brasil
Data: 21/6/2002

Brasil: Marcos, Lúcio, Roque Jr. e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Ronaldinho Gaúcho, Kléberson e Roberto Carlos,; Ronaldo (Edílson) e Rivaldo.

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gols: Owen aos 23 e Rivaldo aos 47 minutos do 1º Tempo e Ronaldinho Gaúcho aos 5 minutos do 2º Tempo

Semifinal: Brasil 1 x 0 Turquia
Data: 26/6/2002

Brasil: Marcos, Lúcio, Roque Júnior e Edmílson; Cafu, Gilberto Silva, Kleberson (Belletti, Rivaldo e Roberto Carlos; Edílson (Denílson) e Ronaldo (Luizão)

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gol: Ronaldo aos 4 minutos do 2º Tempo

Final: Brasil 2 x 0 Alemanha
Data: 30/6/2002

Brasil: Marcos, Lúcio, Edmílson e Roque Júnior; Cafu, Gilberto Silva, Kleberson, Ronaldinho Gaúcho (Juninho Paulista) e Roberto Carlos; Ronaldo (Denílson) e Rivaldo.

Técnico: Luiz Felipe Scolari

Gols: Ronaldo aos 22 e aos 34 minutos do 2º Tempo

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