Futebol/Copa do Mundo 2014 - ( - Atualizado )

O fim do tiki-taka? Jogadores pedem Espanha no ataque contra o Chile

Do correspondente Luiz Felipe Fagundes Curitiba (PR)

A necessidade de vencer após o desastre na abertura da Copa do Mundo com a humilhante derrota por 5 a 1 para a Holanda pode causar uma revolução não esperada na Espanha. O tiki-taka, estilo de jogo com muita posse de bola e troca de passes, foi colocado em xeque pelos próprios jogadores diante da possibilidade de voltar mais cedo para casa.

Além de vencer o Chile, fazer saldo de gols virou uma necessidade. Para o volante Xabi Alonso, uma forma híbrida, com controle da posse de bola, mas associado a um ataque mais produtivo, é a solução para o momento delicado. “Temos diferentes perfis, diferentes qualidades, que podem nos ajudar mais. Temos que ser inteligentes para aproveitar as facilidades que nos pode dar o Chile. Temos condição de colocar as duas qualidades, controle e mais força no ataque”, avaliou.

Para o meia Cesc Fábregas, que entra na briga por uma vaga no time, chegou o momento de mostrar que existem outras formas de jogadas e que a Fúria está pronta para isso. “Futebol não é único. Existem outras maneiras de jogar. Existem momentos na vida profissional que tem que atacar, tem que ganhar. E temos que ser muito valentes. Não precisa mudar jogadores. Tem que atacar mais. Estamos capacitados para atacar e controlar a partida. Temos jogares muito capacitados e não vejo porque não podemos reverter a situação diante do Chile”, disse.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Casillas e Sergio Ramos falharam na derrota histórica por 5 a 1 contra a Holanda, na estreia
O tiki-taka é considerado a grande inovação do futebol espanhol nos últimos seis anos, responsável pela conquista de duas Eurocopas e uma Copa do Mundo, catapultando a seleção de coadjuvante de luxo no cenário mundial para protagonista. Porém, bastou uma goelada diante da Holanda para o sistema desmoronar.

Xabi admite que a Espanha teve dificuldade par assimilar em campo os gols holandeses e buscar uma reação no ataque. No entanto, garante que isso será contornado. Com conversa e uma nova postura. “É um problema técnico, de concentração e não saber controlar uma situação que já havíamos antecipado. E diante do Chile pode ser o mesmo. Como a Holanda, eles podem ter caraterísticas similares. Precisamos ter mais controle da partida e atacar”, concluiu.

Publicidade

Publicidade


PublicidadePublicidade


Publicidade


Publicidade