Futebol Internacional/Copa do Mundo - ( - Atualizado )

Para Cafu, Copa já deixou legado, mas protestos são compreensíveis

Demetrius Larocca Lima, especial para a GE.Net São Paulo (SP)

Campeão das Copas de 1994 e 2002, o ex-lateral direito Cafu defendeu o legado a ser deixado pelo Mundial de 2014 no Brasil. Para ele, já existem melhorias que não teriam sido alcançadas caso a competição não fosse organizada no país. “Já há legado. Melhorias nos aeroportos, no transporte público. A cultura brasileira se expandiu. Teve ainda mais emprego para os garçons, para a rede hoteleira. Um idioma a mais para quem trabalha no serviço público. Os estádios, em todas as sedes. Isso tudo já é um legado que vai ficar”, afirmou.

Entre os pontos defendidos por Cafu para a realização da Copa do Mundo, está a Arena Corinthians, construída para a abertura da Copa. Segundo o ex-jogador, a construção de um estádio em uma área carente de São Paulo é algo altamente benéfico para a região.

“Vai fazer com que Itaquera cresça. Levando um estádio para lá, as pessoas vão melhorar suas casas, as ruas, os bares, tudo. Pode ver que as ruas do entorno já foram ampliadas. Então, isso é fantástico”, opinou.

Apesar de destacar o aspecto positivo da competição, Cafu também se mostrou crítico quanto à forma como a Copa está sendo organizada no Brasil. Entretanto, para ele, a população brasileira saberá diferenciar o esporte das questões políticas nacionais.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Cafu vê saldo positivo na Copa do Mundo, mas apontou problemas na organização

“O povo brasileiro não é contra a Copa do Mundo, mas sim contra a maneira como ela é feita. Gastos de dinheiro público, muitas estruturas que não precisavam ser construídas. Em relação ao Mundial, todos nós estamos muito felizes em recebê-lo aqui. E é óbvio que se o Brasil ganhar, o povo vai ficar feliz. Mas também sabe que não vai resolver os problemas, que vão continuar assim como as manifestações. Então, não podemos entregar a responsabilidade de tudo isso a esses 23 jogadores. A responsabilidade que eles têm é de jogar futebol”, disse.

O pentacampeão ainda admitiu que os protestos seguirão durante e após o Mundial, mas garante que isso não irá atrapalhar o andamento da competição.

“Protesto vai existir, não tem como nós fugirmos disso. Isso é algo democrático. Estamos em uma democracia, está na legislação, desde que seja uma manifestação em pró de algo, que seja viável para nós. Mas eu acho que os estrangeiros não têm com o que se preocupar. Espero que nós possamos mostrar para eles que o Brasil é um país lindo e maravilhoso”, comentou.

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