Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Paulinho culpa ostracismo na Europa por má fase e aceita a reserva

Helder Júnior, enviado especial Brasília (DF)

O volante Paulinho parece conformado com a possibilidade de perder a sua vaga entre os titulares da Seleção Brasileira na Copa do Mundo. Eleito o terceiro melhor jogador da última Copa das Confederações, ele não foi bem contra Croácia e México. Na goleada por 4 a 1 sobre Camarões, nesta segunda-feira, no Mané Garrincha, saiu no intervalo e viu o substituto Fernandinho marcar um gol.

“Em nenhum momento, vou ficar chateado por deixar o time. Muito ao contrário. Quando o Fernandinho fez o gol, todos nos abraçamos. Sei que todos estão buscando um espaço. Então, não temo nada. Se o professor optar pelo Fernandinho ou por qualquer outro jogador no meu lugar, continuarei trabalhando, porque o meu maior objetivo é ajudar o grupo a ser campeão do mundo”, comentou Paulinho.

Não é de hoje que o volante começou a pensar em suas chances de parar na reserva. Ele chegou a procurar a comissão técnica para explicar que ainda poderá alcançar a sua melhor forma técnica no Mundial. Na véspera do jogo com Camarões, Luiz Felipe Scolari disse confiar cegamente que o concorrente de Fernandinho seria bem-sucedido na missão.

“Comentei com o Parreira e com o Felipão sobre o nível ideal. É claro que não atingi isso. Vou tentar chegar lá com trabalho. Posso dizer que o meu problema não é físico, pois não tenho qualquer limitação. A única coisa que pode ter me atrapalhado foi o tempo sem jogar no Tottenham”, lamentou Paulinho.

AFP
Paulinho tem consciência de que ainda não atingiu o nível ideal no Mundial (foto: Adrian Dennis)
Antes ídolo no Corinthians, o volante se transferiu para o futebol inglês e não teve a adaptação desejada. O mau momento fez com Felipão tivesse uma conversa com ele, antes do Mundial, para tranquilizá-lo sobre a convocação. “Esse ritmo de jogo faz diferença. Preciso buscar o meu nível”, assentiu Paulinho.

Ainda sem se dar por vencido, o jogador ao menos conseguiu ver pontos positivos em seu desempenho contra Camarões. “Foi importante chegar mais à frente e roubar algumas bolas nesses primeiros 45 minutos em que estive em campo. No geral, a partida foi importante para mim e para a Seleção, que atuou mais perto daquela forma da Copa das Confederações”, concluiu o ameaçado Paulinho.