Futebol/Copa do Mundo - ( - Atualizado )

Queda de europeus assusta Low, que pede cautela com favoritismo

Porto Alegre (RS)

O técnico da seleção alemão, Joachim Low, parece vacinado contra vexame na Copa do Mundo do Brasil. Assustado com a queda de tantos europeus na disputa em uma fase tão precoce – já foram Espanha, Itália, Inglaterra, Rússia e Portugal – o comandante sabe que sua equipe deve jogar muito sério para não se despedir do Mundial diante da Argélia, nesta segunda-feira, às 17 horas (de Brasília), no Beira-Rio, pelas oitavas de final.

“Não consigo me lembrar de nenhuma outra Copa no passado com tantos favoritos ao título voltando para casa tão cedo. Obviamente, os sul-americanos, jogando em casa, possivelmente se tornariam mais favoritos, e isso se confirmou. Fiquei muito surpreso com a queda da Itália, é uma nação com apego muito grande pelo futebol e Cesare Prandelli é um excelente técnico. Para quem vive o esporte, é inevitável que os treinadores sejam constantemente questionados”, lamentou.

Ainda sobre a dificuldade europeia em encontrar o bom futebol no continente americano, Low aproveitou para comentar a campanha da atual campeã Espanha, que também já voltou para casa, eliminada na primeira fase do torneio.

AFP
Cauteloso, Low sabe que pouco adianta vencer os três primeiros jogos da fase de grupos e cai nas oitavas de final de uma Copa do Mundo

“Ao longo dos três últimos anos, a Espanha dominou. Ganhou autenticamente, mereceu. Algum legado ele deixou, uma marca duradora no futebol. E não se deverá revolucionar o seu estilo. O treinamento tático é muito bom, os jogadores são extremamente técnicos. Se observar como foi eliminada, digo que foi infortúnio”, analisou Low.

Intrigado, o comandante tentou achar a solução para ter melhor sorte nesta Copa do Mundo do que seus companheiros de continente.

“Torneios são maratonas, não são corridas de 100 metros. Muitos países no passado ganharam os seus primeiros três jogos e perderam no quarto. O time precisa evoluir o seu estilo de jogo o tempo todo. Há muita luz, mas também muita sombra. Sabemos que podemos melhorar e ainda não atingimos o nosso limite”, finalizou.