Futebol/Seleção Brasileira - ( - Atualizado )

Seleção agradece torcida, mas campo do Serra Dourada vira adversário

William Correia Goiânia (GO)

O Brasil demorou a desencantar na tarde desta terça-feira para golear o Panamá por 4 a 0. Após um início em ritmo lento, a equipe comandada por Luiz Felipe Scolari foi obrigada a enfrentar não só um adversário fechado na defesa, mas também o sol forte de Goiânia e o gramado irregular do Serra Dourada. Este último fator, aliás, foi apontado pela maioria dos jogadores como um dos principais empecilhos.

“Foi um jogo difícil. Nos primeiros minutos, estavam marcando bem e muito atrás. E o campo não estava nos ajudando. Mas conseguimos fazer o gol, melhorar no jogo e acabou sendo bom para nós”, avaliou Oscar, que, ao longo dos primeiros minutos, precisou ficar mais recuado para facilitar a saída de bola da Seleção.

Mesmo com o gramado ruim, Hulk conseguiu deixar sua marca. Após belo passe de calcanhar de Neymar, o atacante invadiu a área, bateu com categoria e anotou o terceiro gol do Brasil. O fato de ter balançado as redes, no entanto, não impediu o jogador de reclamar das condições de jogo no Serra Dourada.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O gramado irregular do Serra Dourada foi um dos problemas apontados pelos jogadores da Seleção Brasileira
“Feliz por ter feito uma ótima finalização. O campo não estava bom, mas acertei o chute. O passe do Neymar também foi muito bom, ninguém esperava, mas sabia que ele poderia fazer aquilo e consegui fazer o gol”, destacou o atacante, que revelou uma conversa entre os jogadores antes com relação à tranquilidade em campo.

“A gente tinha conversado para manter a tranquilidade se não começasse bem. Os minutos iniciais não foram bons, mas retomamos o domínio do jogo após os 25 minutos e controlamos bem o jogo”, acrescentou Hulk, que teve o discurso endossado por Dante, o substituto de Thiago Silva nesta terça.

O zagueiro brasileiro comparou o cenário enfrentado nesta terça com o que virá pela frente na Copa do Mundo. Os adversários mais fracos do que a Seleção tendem a ficarem mais fechados, o que obrigará o time de Luiz Felipe Scolari a ter mais criatividade. O pedido, portanto, é de paciência para a torcida.

“Temos que ter paciência e o público também vai ter que ter, mesmo sabendo que é difícil. O adversário vai estar fechado, precisaremos circular a bola o mais rápido possível e passar pelas linhas. A coisa mais importante é ter paciência, com inteligência e bastante movimentação”, projetou o defensor.

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