Futebol/Copa 2014 - ( )

Seleção lança ritual: mão no ombro do colega para entrar em campo

Luiz Ricardo Fini e William Correia São Paulo (SP)

A Seleção Brasileira conquistou o tetracampeonato mundial em 1994 com o time entrando em campo de mãos dadas. Vinte anos depois, na Copa do Mundo no Brasil, um novo gesto de união na saída dos vestiários foi adotado: os jogadores esticam os braços no ombro do colega à frente.

A novidade apareceu pela primeira vez quando o time pisou no estádio de Itaquera antes de vencer a Croácia na estreia da competição, nessa quinta-feira. “É um ritual novo, braço no ombro, meio que da época de escola, uniformizado”, explicou Thiago Silva, que ouviu David Luiz para implantar ação.

“A ideia veio de um amigo meu e do David. O David veio me mostrar, perguntou o que eu achava e decidimos implantar porque víamos que era uma coisa interessante, que não podemos deixar passar”, afirmou o capitão, mantendo em segredo o nome do verdadeiro idealizador.

O braço no ombro do colega é uma atitude de união que supera o abraço envolvendo todos durante o hino nacional, cantado com apoio da torcida mesmo quando sua execução é paralisada no sistema de som. “O hino cantado pela torcida influencia muito, mas os adversários estão um pouco mais preparados para isso”, falou Thiago Silva.

AFP
União entre jogadores e torcida para cantar o hino segue, mas terá ritual anterior (Vanderlei Almeida/AFP)
“Já foi criada (na Copa das Confederações) a história de cantarmos o hino juntos e abraçados e, agora, vamos entrar assim para mostrar que estamos juntos. Não temos que demonstrar nada para ninguém, mas causa boa impressão porque mostra que estamos juntos em todos os momentos, independentemente do que acontecer”, continuou o capitão.

A promessa de união fiel vale também para Luiz Felipe Scolari. Na saída dos vestiários do estádio do Corinthians, Thiago Silva pediu aos colegas que jogassem pensando no técnico, que sofreu com as mortes de um cunhado e um sobrinho durante os treinos para a Copa. Não à toa, Neymar e quase todos do time correram para abraçar o chefe na comemoração do gol de empate do Brasil.

“Tomei a palavra e pedi para a rapaziada fazer uma estreia digna para o nosso professor, que, nos últimos dias, perdeu dois entes queridos da família. É difícil, o coração fica triste, mas tentaríamos sair com a vitória para tentar alegrá-lo um pouquinho. Graças a Deus, deu certo. Por isso, estávamos um pouco emocionados”, relatou.

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