Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Sem jogo de Copa, Goiânia recebe amistoso como "pagamento de dívida"

William Correia Goiânia (GO)

Cidade do Centro-Oeste com mais representatividade no futebol nacional, com times nas duas primeiras divisões, Goiânia acabou fora da Copa do Mundo. Mas a Seleção tem pagado o que parece uma dívida com a cidade, escolhendo-a como sede do primeiro amistoso desde que os convocados para o Mundial se reuniram.

“Tínhamos uma dívida com o torcedor de Goiás quando aqui estivemos, na Copa das Confederações. Cumprimos o que prometemos”, disse Felipão, que também iniciou na capital goiana os trabalhos que culminaram na conquista do torneio no ano passado – outro no qual Goiânia ficou fora.

Enquanto Brasília e Cuiabá, municípios raramente visitados pelas grandes equipes do País, ganharam arenas modernas, Goiás fica com o Serra Dourada defasado, como mostram as estruturas improvisadas para receber a partida desta terça-feira, contra o Panamá. Nem o campo merece elogios.

“O gramado daqui é diferente do que temos na Granja Comary, onde a bola pica e corre. O campo do Serra Dourada segura muito. Até pedimos ao senhor que cuida do estádio arrumasse o campo antes e depois do aquecimento para dar um pouco mais de velocidade à bola, mas o quique é diferente e já avisamos isso aos jogadores”, admitiu Felipão.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Torcida brasileira fez festa no Serra Dourada no treino da Seleção realizado em Goiânia
O povo, contudo, mostrou no treino de segunda-feira que parece enxergar o amistoso como a Copa do Mundo em Goiás. Mais de 20 mil pessoas acompanharam a atividade e, embora levassem o trabalho tão sério que vaiaram até Neymar por perder gols, receberam um agradecimento de Scolari pelo apoio.

“Escolhemos abrir os portões como se fosse um jogo de Copa, no qual somos obrigado pela Fifa a fazer treino aberto na véspera. E ficamos contentes pela presença de 20 mil pessoas, por como reagiram. Espero, no mínimo, 40 mil no amistoso dando o carinho que os jogadores necessitam”, convocou, feliz em Goiânia, também, por motivos financeiros particulares.

“Vim trabalhar em Goiânia em 1988 com o (auxiliar Flávio) Murtosa e tivemos uma passagem muito boa pelo Goiás. Fizemos bons amigos e temos aqui relações de negócios com um sócio. Para nós, é sempre interessante estar presente e viver com o povo goiano. E aqui também tem uma santinha, a Trindade, que não podemos esquecer”, lembrou o técnico.

Publicidade

Publicidade


PublicidadePublicidade


Publicidade


Publicidade