Futebol/Copa do Mundo 2014 - ( )

Técnico da Argélia lembra de 82 e fala em ‘entrar para a história’

Do correspondente Luiz Felipe Fagundes Curitiba (PR)

A Argélia, que chegou a Curitiba na noite de terça-feira, deu sequência a sua preparação para a partida diante da Rússia, quinta-feira, na Arena da Baixada, com um treino marcado para o fim de tarde, no Couto Pereira. Antes, como de praxe na Copa do Mundo 2014, o técnico Vahid Halilhodzic falou com a imprensa, na coletiva pré-jogo mais disputada até o momento na capital paranaense, e destacou a possibilidade de entrar para a história com o grupo.

“Esse é um momento que pode ser histórico. No inicio da Copa do Mundo, minha equipe não tinha nada a perder, mas, amanhã, nós teremos. Os jogadores não devem procurar desculpas”, afirmou o treinador, que espera um time com espírito de decisão e competitivo em campo. “Temos que estar qualificados diante da Rússia. É o momento para entrarmos na história. Temos que ser exemplares para isso”, completou.

O principal paralelo para os argelinos é a seleção que disputou a Copa de 1982, na Espanha, considerada a melhor geração do país e, que na oportunidade, bateu a Alemanha, em uma das maiores zebras da competição, e o Chile, mas, mas caiu na primeira fase após uma partida polêmica entre os alemães e a Áustria, no que ficou conhecido como ‘Vergonha de Gijón’, ou para os africanos, simplesmente a maior marmelada da história.

Apagar essa passagem, finalmente dando o passo além, tornou-se a motivação para 2014. “É uma partida qualificatória para a segunda fase, e vejo grandes campeões já eliminados. A famosa geração de 82, que conseguiu uma excelente vitória, infelizmente não seguiu adiante. Mas, neste momento, essa jovem equipe, está fazendo uma jornada excepcional”, disse.

AFP
Bósnio Vahid Halilhodzic sonha gravar seu nome na história do futebol argelino com classificação
Após muitas modificações na equipe para encarar a Coréia, desta vez Halilhodzic pretende não mexer, a não ser que algum atleta mostre algum problema físico. “Sim, com a partida que fizemos, logicamente seria interessante manter a mesma equipe. Mas, também temos alguma preocupação, que não citarei agora. De qualquer forma, não serão grandes mudanças. O que me inquieta e apenas a parte física”, projetou.

Respondendo às críticas de imprensa local, que segue colocando em dúvida algumas decisões de seu trabalho, o tom descontraído da entrevista subiu. “Eu não jogo para jornalista, eu faço é o meu trabalho. Meu Facebook tem 3 milhões de fãs, ou seja, tem muita gente que gosta de mim”, esbravejou. No entanto, ao falar sobre sua reação em caso de classificação, o estilo ‘showman’ reapareceu. “Posso dançar, posso cantar. Vocês jornalistas vão gostar disso”, garantiu.

Precisando fazer sua parte pela vaga, Halilhodzic já adiantou que independentemente da formação que entrar em campo, não será um time muito ofensivo, mas jogando com o regulamento embaixo do braço, sem se preocupar com mostrar um futebol bonito. “A maioria joga na Europa, mas muitos não são titulares, infelizmente, em suas equipes. E temos dificuldades por não jogarmos juntos, especialmente no ataque. E os brasileiros gostam disso. Mas, para passar para a segunda fase, temos que fazer a partida correta. Tenho que preparar o psicológico da equipe e que a equipe mostre um jogo eficiente”, concluiu.