Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Técnico do Brasil vê exagero nas bolas longas e melhora na etapa final

Brasília (DF)

O técnico Luiz Felipe Scolari gostou mais do segundo tempo do que do primeiro na vitória por 4 a 1 da Seleção Brasileira sobre Camarões. Ele viu alguma validade nas perguntas sobre o exagero nas bolas longas nos 45 minutos iniciais, embora tenha apontado uma justificativa para eles.

“Vocês viram o quanto trabalhamos, dois dias atrás, a jogada de penetração da ponta para o meio porque o time deles marca muito alto. Qualquer bola virada pega o atacante de frente com o zagueiro de costas”, afirmou o gaúcho, que observou problemas de posicionamento.

“Tivemos um pequeno problema no primeiro tempo porque o Oscar se juntou aos atacantes. Corrigimos isso no intervalo, quem tinha que buscar a bola era o Oscar. Tem uma série de coisas que só vamos corrigir no intervalo, porque não se ouve nada no campo. Só uma ou outra televisão que está querendo ouvir. Acho uma grande palhaçada, não temos liberdade para nos expressar no banco. Uma frescura total”, esbravejou, referindo-se às reportagens com leitura labial.

Gazeta Press
O posicionamento de Oscar no primeiro tempo incomodou o técnico brasileiro (foto: Célio Messias)
Queixa à parte, Felipão julgou ter corrigido os problemas para a etapa final, o que reforça a probabilidade de alterações para as oitavas de final, contra o Chile. Fernandinho deu mais proteção à defesa do que Paulinho e chegou melhor à frente. Hulk foi mal de novo e deu lugar a Ramires.

“No intervalo, corrigidos esses detalhes, trabalhamos melhor a bola. No começo do jogo, a primeira bola longa teve chance de gol. A segunda também. Então, o jogador começa a insistir um pouco mais do que o normal. Insistimos no primeiro tempo, melhoramos no segundo”, avaliou o comandante.