Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Tímido, Luiz Gustavo se contenta em aparecer apenas no pôster

Tossiro Neto Teresópolis (RJ)

A voz grossa já denuncia. Luiz Gustavo não é muito de brincar. O volante titular da Seleção Brasileira se concentra em executar o que pede o técnico Luiz Felipe Scolari e não se incomoda nem um pouco em ser talvez um dos menos conhecidos entre os 23 convocados por ele em função de ter saído cedo para o exterior. O que ele quer mesmo é ser campeão do mundo.

"Não faço a mínima questão de ser conhecido, de aparecer mais do que os outros. O que levo comigo é sempre querer ganhar. Procuro sempre me doar ao máximo para esse objetivo. Se vão me reconhecer ou não, isso não é o principal, não é o que eu procuro. Procuro mostrar para mim mesmo que sou capaz de realizar meus sonhos, desafiando a mim mesmo. Isso é o que me motiva. Se conseguirmos o objetivo principal, de um jeito ou de outro vou ser lembrado", defendeu, nesta terça-feira, um dia depois de o grupo ouvir palestra sobre o talento coletivo ser superior ao talento individual.

"É sempre bom aprender coisas novas. Coisas que vão fazer você evoluir na sua vida profissional e pessoal. Ontem, todos nós adquirimos conhecimentos que vamos levar para nossa vida. Pelo meu estilo de vida, pela minha trajetória, sempre fui muito coletivo, nunca fiz questão de ser o principal, o centro das atenções. Essa palestra veio a calhar muito bem para mim e, com certeza, para todo o elenco. Temos uma seleção muito coletiva, um tem procurado ajudar o outro. Essa tem sido nossa força maior", avaliou o jogador do Wolfsburg.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Em meio a tantos jogadores brincalhões na Seleção, volante se destaca por ser um dos mais sérios do grupo
Atacante de origem no início da carreira, quando ainda era conhecido como Guga em Pindamonhangaba, interior de São Paulo, Luiz Gustavo é diferente dos demais também por não citar de pronto um ídolo de sua posição, com a qual veio a se identificar mais tarde e na qual veio a definitivamente fazer sucesso, sendo mais bravo do que a maioria dos jogadores.

"Não sou bravo, sou quieto, tranquilo", corrigiu, gastando parte da cota de sorrisos. "Não consigo ficar sorrindo muito, mas quem me conhece sabe que sou um cara tranquilo, da paz. Dentro de campo, aquela coisa de sempre quer ganhar me faz ter uma postura mais aguerrida, mais séria. Isso tem me acompanhado durante toda a minha carreira, tem feito com que eu ajudasse as equipes por onde passei e a Seleção Brasileira".

"A vantagem é que dou muita risada (com os companheiros mais brincalhões), porque só fico observando eles brincando. Não tem como não rir. E não vejo desvantagem, porque tudo o que consegui foi dessa forma. Acredito que tenho conseguido alcançar o controle das situações e, assim, consigo ser uma pessoa feliz e realizada no que eu faço", continuou o volante, que ficaria satisfeito em ficar conhecido apenas saindo na fotografia do título.

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