Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Após críticas de empresário, Neymar defende Felipão no cargo

Tossiro Neto, enviado especial Teresópolis (RJ)

As críticas de seu empresário a Luiz Felipe Scolari irritaram Neymar. O atacante não gostou de saber que, por meio de uma rede social, Wagner Ribeiro chamou o técnico da Seleção Brasileira de "velho babaca, arrogante, asqueroso, prepotente e ridículo" após a derrota por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal da Copa do Mundo.

"Existem dois caras que respondem pelo que eu falo. Somos eu e meu pai. Tudo o que a gente falar, vamos assumir e explicar. Agora, o que não sai da nossa boca é coisa do Wagner. Ele é que tem que explicar e falar pelos seus atos", disse o jogador, nesta quinta-feira, antes de condenar veementemente a atitude do agente.

"É uma pessoa pela qual tenho um carinho grande, mas não concordo, não aceito o que ele falou. Se eu vir ele, vou xingá-lo, porque não aceito o que ele falou. Mas ele é que tem que responder pelos atos dele. Quando for meu pai ou eu, eu falo", continuou.

Além dos adjetivos, Wagner Ribeiro enumerou outros "quesitos para ser técnico da Seleção Brasileira", lembrando que Felipão não "ganhou nada" por Portugal, foi "mandado embora" do Chelsea, treinou um time do Uzbequistão e pediu demissão do Palmeiras antes do final do Campeonato Brasileiro de 2012 para "escapar do rebaixamento" à segunda divisão.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Treinador se reunirá com o presidente da CBF, José Maria Marin, após o duelo de sábado com a Holanda
A crítica pesada ao treinador pode ter a ver com o fato de um de seus jogadores, o meia-atacante Lucas, não ter sido convocado para o Mundial. Mas não foi apenas o empresário que questionou Felipão. Após o vexame de sábado, o maior da história da equipe nacional, o treinador tem sido muito contestado, inclusive dentro da Confederação Brasileira de Futebol. Sua permanência no comando do time ainda é incerto, já que o acordo inicial era válido até o final do torneio.

Para Neymar, o treinador deveria continuar. "Nós, brasileiros, principalmente a imprensa, temos uma linha um pouco errada de que, quando se perde, tem que mudar. Futebol não é assim. Aprendi que não é assim. A gente aprende na derrota também. Quando se perde, tem que corrigir, treinando, trabalhando, vendo onde errou. Acho que isso é mais importante do que pensar em mudar alguma coisa", opinou.

O último jogo sob comando de Felipão na competição será neste sábado, na disputa do terceiro lugar, contra a Holanda, em Brasília. Depois disso, ele deve se reunir com o presidente da CBF, José Maria Marin, para definir seu futuro.