Futebol/Copa 2014 - ( )

Deschamps extrai lições da Argélia para tentar vencer Alemanha

Tossiro Neto Rio de Janeiro (SP)

Campeão do mundo pela França em 1998, como jogador, Didier Deschamps vem sendo o responsável por devolver à seleção de seu país a esperança de novos feitos importantes. Agora como treinador, depois de passar da primeira fase (o que não ocorreu quatro anos atrás) e também das oitavas de final, sua próxima missão é encarar a Alemanha, uma das principais candidatas ao título, nesta sexta-feira.

Ciente de que não se trata de uma fácil missão, ele tenta tirar lições até mesmo de outras seleções consideradas teoricamente inferiores, como a Argélia, que deu muito trabalho aos alemães. O time treinado por Joachim Low só se classificou com uma vitória na prorrogação, depois de um empate sem gol no tempo regulamentar.

"A Alemanha não conseguiu abrir o placar, apesar de ter tido o controle do jogo, e os argelinos conseguiram ir para a prorrogação. A vantagem alemã foi chegar menos cansada. Cada seleção tem sua estratégia, seu sistema tático específico, mas há sempre algo a aprender. A qualquer partida que se assista, há sempre algo que possa contribuir para uma reflexão do que se fazer", analisou, na véspera do confronto no Maracanã.

No último treinamento para a partida, Deschamps só liberou o acesso da imprensa nos 15 minutos exigidos pela Fifa, sem dar dicas de como vai se armar. Mas, em entrevista, minimizou as possibilidades de variação dos alemães.

"A Alemanha tem uma seleção muito sólida, bastante tranquila, que joga seu futebol com jogadores individualmente muito bons, que têm posse de bola para se impor. Há muitas possibilidades em termos de escalação. Desde o início da Copa, houve alterações, mas não houve mudança de formação. Pode acontecer, mas estaremos prontos para qualquer tipo de formação", assegurou o treinador, antes de tentar responder como conseguiu modificar o futebol francês em dois anos.

"Dezenove de novembro", respondeu, para uma pausa reflexiva sobre o dia em que venceu a Ucrânia e colocou a França no Mundial. "Foi um dia chave. Era se classificar ou ficar em casa. Foi isso o que mudou. Depois disso, é claro, houve outras coisas importantes que nos permitiram chegar aqui. A história dos jogadores que vieram, a minha, da minha comissão técnica. Mas, a partir da classificação, no dia 19 de novembro, as coisas vêm acontecendo".