Futebol/Copa do Mundo - ( - Atualizado )

Ex-atletas são investigados por esquema de venda ilegal de ingressos

Rio de Janeiro (RJ)

Após a prisão do franco-argelino Mohamadou Lamine Fofana, membro da Fifa acusado de liderar um esquema ilegal de venda de ingressos da Copa do Mundo, a Polícia Civil do Rio de Janeiro está investigando supostas ligações do cartola com ex-jogadores brasileiros.

De acordo com informações da Folha de S. Paulo, Júnior Baiano e Assis, ex-jogador, irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho, são os principais alvos da investigação. O ex-zagueiro alugou um apartamento no Rio para o acusado, em um acordo de R$ 12 mil reais. Já Assis teria sido flagrado em uma escuta negociando com Fofana detalhes do esquema.

A dupla deve ser convocada nos próximos dias para prestar depoimento à Polícia. Outros ex-atletas, no entanto, também devem ser ouvidos por terem tido contato recente com o franco-argelino, caso de Dunga, Jairzinho e Carlos Alberto Torres, que teriam participado de uma festa organizada por Fofana em um bar no Rio, com tudo pago pelo membro da Fifa.

O caso levou até mesmo suspeitas a Bebeto e Romário, que participaram de um amistoso na Chechênia em 2011, também organizado por Fofana. Já Neymar da Silva Santos, pai do craque da Seleção Brasileira, foi mencionado por um suspeito em um telefonema grampeado.

Entenda o caso - De acordo com a Polícia, que já investiga o caso há cerca de três meses, Lamine Fofana, com transito livre pela entidade máxima do futebol, desviava ingressos para os jogos da Copa do Mundo destinados a federações de futebol e convidados da Fifa.

Com pacotes de ingressos garantidos, o franco-argelino os revendia por até 1000 reais. Segundo O Estado de S. Paulo, chegava a faturar aproximadamente R$ 1 milhão por jogo. Até o momento, 11 pessoas foram presas, acusadas de participação na quadrilha.