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Fifa nega elo com acusado de liderar esquema de ingressos ilegais

Zurique (Suíça)

A Fifa, entidade máxima do futebol, divulgou uma nota oficial na manhã desta sexta-feira se pronunciando sobre o caso envolvendo um suposto esquema de vendas ilegais de ingressos da Copa do Mundo de 2014, investigado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro.

A mensagem, assinada por Thierry Weil, diretor de marketing da entidade e responsável pelos ingressos da competição, comunica que a Fifa “está analisando os bilhetes apreendidos pela Polícia, a fim de rastrear e identificar a fonte dos mesmos”. O dirigente ainda afirma que, devido ao andamento do processo, não pode divulgar maiores informações.

Na nota, Weil garante que “qualquer violação comprovada será sancionada” e que a entidade “tem uma posição firme contra irregularidades na emissão de bilhetes e que trabalhará em conjunto com as autoridades para reprimir todas as formas de vendas de ingressos não autorizadas”.

Por fim, a Fifa ainda disse não ter emitido credenciais para Mohamadou Lamine Fofana, agente franco-argelino acusado de liderar o esquema de desvio de ingressos para a o Mundial. “Nunca foi credenciado pela entidade para a Copa do Mundo ou teve qualquer a acesso a carros oficiais”, afirmou Weil.

Entenda o caso - De acordo com a Polícia, que já investiga o caso há cerca de três meses, em operação chamada de “Jules Rimet”, Lamine Fofana, que já está preso, tinha transito livre pela entidade máxima do futebol e desviava ingressos para os jogos da Copa do Mundo destinados a federações de futebol e convidados da Fifa.

Com pacotes de ingressos garantidos, o franco-argelino os revendia por até 1000 reais. Segundo O Estado de S. Paulo, chegava a faturar aproximadamente R$ 1 milhão por jogo. Até o momento, 11 pessoas foram presas, acusadas de participação na quadrilha. Informações da Folha de S. Paulo ainda apontam que ex-atletas e pessoas ligadas ao futebol brasileiro, como Júnior Baiano e Assis, irmão e empresário de Ronaldinho Gaúcho, estão sendo investigados pela Polícia por suposto envolvimento no caso.