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Humildade é arma de Ángel Romero para dar certo no Corinthians

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Antes de vestir oficialmente a camisa que chamou de “pesada”, Ángel Romero cumprimentou todos os presentes em sua apresentação no Corinthians. Ainda tímido, o paraguaio de 22 anos mostrou alegria ao receber o uniforme do diretor Ronaldo Ximenes e explicou seu estado de espírito.

“Vestir esta camisa te põe muito feliz”, disse o atacante, antes de explicar os cumprimentos. “É parte da minha forma de ser, de como sou, de não me esquecer de onde venho. Não é porque estou agora com uma camisa muito grande que não vou manter a humildade. É o que a família sempre me ensinou.”

De acordo com Romero, a cordialidade e a felicidade pelo momento só não ficaram mais claras por suas claras dificuldades com o idioma. “Não entendo o português, mas vou aprender para mostrar alegria e simpatia. Ainda não estou entendendo muito”, explicou.

Divulgação/Agência Corinthians
A palavra "humildade" foi repetida várias vezes por Romero em sua apresentação (foto: Daniel Augusto Jr.)
Humildade é algo que costuma ter grande efeito na torcida do Corinthians, que idolatrava Biro-Biro em um time com Sócrates, Zenon e Casagrande. Outra das características demonstradas pelo paraguaio, a vaidade, não é algo em alta conta com a Fiel, como mostrou Alexandre Pato.

As primeiras demonstrações, no entanto, apontam um Ángel vaidoso apenas na parte visual. Se não teve preocupação com a pose nas palavras – ou nos treinos realizados há quase um mês com os novos companheiros –, ajeitou as mangas e o cabelo diversas vezes antes de começar sua entrevista. Depois, tirou o crucifixo do peito e pôs sobre a camisa.

Aparência à parte, o atacante reiterou a satisfação por realizar um velho desejo seu e de sua família. “Sempre quis competir com a camisa de uma equipe desse tamanho. Tocou-me vestir esta camisa, que é a maior do Brasil. É um orgulho pertencer ao Corinthians. Vou trabalhar duro”, assegurou.

Romero, por fim, deu seu recado aos torcedores que admirava à distância. “Sempre vi a torcida imensa. Todos sabem que é uma torcida que apoia 90 minutos, o que é muito importante para o jogador. O que posso dizer a ela é que vim para trabalhar, trabalhar com muita humildade e deixar tudo em cada partida.”