Futebol/Copa 2014 - ( )

Júlio César vê a Alemanha como espelho para os novatos da Seleção

Helder Júnior, enviado especial Belo Horizonte (MG)

O goleiro Júlio César acredita que os jogadores mais jovens da Seleção Brasileira não devem pensar na Alemanha apenas como um trauma. Ao contrário. Para o veterano de 34 anos, os mesmos jogadores que foram responsáveis pela maior derrota da história do futebol nacional poderão servir de exemplo para uma transformação.

“Essa seleção alemã teve uma grande crescente, disputando semifinais de forma consecutiva e agora brigando diretamente pelo título. Querendo ou não, temos um time jovem, com jogadores de 20 e poucos anos. Eles podem chegar à Rússia completamente diferentes. Quatro anos passam rapidamente”, comentou Júlio César, referindo-se ao próximo Mundial.

O goleiro fala por experiência própria. Apontado como vilão na Copa do Mundo da África do Sul, onde falhou na eliminação diante da Holanda, ele conseguiu se redimir ao defender pênaltis contra o Chile, nas oitavas de final do Mundial do Brasil. De qualquer forma, o desfecho do torneio foi dramático outra vez.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Agora com dois traumas em Copas, Júlio César tentou levantar a autoestima dos novatos
“Mas ficou uma lição para todos os jogadores. Muitos aqui estarão na próxima Copa do Mundo e levarão a experiência de maneira positiva”, insistiu Júlio César, que fez o mesmo discurso internamente. “Falei para eles que não deixarão de ser os craques que são, consagrados internacionalmente em seus clubes. Já chegaram a uma semifinal em casa na primeira Copa do Mundo que disputaram”, valorizou.

De fato, como fez questão de lembrar Júlio César, a Seleção Brasileira de Luiz Felipe Scolari foi composta majoritariamente por jovens. O goleiro era uma exceção, incumbido de trazer um pouco mais de experiência ao grupo.

Os novatos que estiveram no Mineirão na humilhação contra a Alemanha tentaram assimilar as palavras de Júlio César. Foi o caso de Willian, que espera se juntar ao atacante Neymar e a outros atletas no processo de reformulação que a Seleção Brasileira tem pela frente.

“Devemos continuar com nossas cabeças erguidas. Esse é o aprendizado. Muitos disputarão a Copa do Mundo em quatro anos e buscarão tirar algo bom do que aconteceu de ruim aqui”, concluiu Willian.