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Malcom é abraçado por Gil em busca de seu sonho no Corinthians

Marcos Guedes São Paulo (SP)

Quando apareceu com destaque na Copa São Paulo de juniores, Malcom chamou a atenção ao negar o hoje recorrente desejo de jogar na Europa: seu sonho era o sucesso no Corinthians. Alçado aos profissionais ainda aos 16 anos, ganhou o apoio de um companheiro na busca dessa meta.

“O Gil fala bastante comigo, para eu não ter medo de errar. E eu não tenho medo. Fala para eu ir até a bola, recuperar a bola, fazer a jogada”, afirmou o garoto, agora já com 17 anos completados e três partidas no time pelo qual torcia desde a – recente – infância.

Mesmo nos momentos em que enfrenta o titular Gil nos coletivos comandados por Mano Menezes, o atacante ouve incentivo do zagueiro. “Quando estou na reserva e ele, no time de cima, mesmo assim, ele orienta bastante, fala para eu fazer isso e aquilo”, comentou o camisa 21.

Divulgação/Agência Corinthians
Gil incentiva Malcom até mesmo quando o está marcando no treino (foto: Daniel Augusto Jr.)
Malcom não é o único apadrinhado pelo beque. Bastante tímido em suas entrevistas, o atleta de 27 anos é muito mais extrovertido no contato com os colegas e especialmente querido pelos mais novos. Suas brincadeiras, com grande contribuição de Cleber e Fábio Santos, deixam o ambiente mais leve.

Fábio tem atenção ainda maior com Guilherme Arana, outro atleta de 17 anos promovido à equipe profissional após uma boa Copa São Paulo. Ambos atuam na lateral esquerda, o que os deixa juntos quando o grupo é dividido para diferentes atividades técnicas.

“Ele me passa a experiência que já viveu, tem muitos títulos na vida. Isso é muito bom para a minha carreira, que está começando”, disse Arana, mais à vontade do que nos primeiros dias com os profissionais. “Já deu para me acostumar. É sempre bom o incentivo dos mais velhos, vamos ficando mais à vontade.”

Essa experiência é dividida com aqueles que ficaram na categoria inferior e ainda não conseguiram um lugar no time. O lateral está em contato frequente com os amigos e, com o salário ajustado à nova realidade, jura não apagar das memórias as dificuldades encontradas até o momento.

“Mudou a parte financeira, o convívio das pessoas. É legal o convívio com os amigos na rua. Às vezes, não veem o sufoco que passamos na base para chegar aqui”, comentou o garoto, não satisfeito com a simples promoção dos juniores. “Hoje, estamos aqui em busca de novos objetivos.”