Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Muricy analisa vexame da Seleção e pede mudanças no futebol nacional

Arthur Carvalho, especial para a GE.net São Paulo (SP)

A vexatória goleada sofrida pela Seleção na semifinal da Copa do Mundo, há quatro dias, balançou o futebol brasileiro. Conhecido por recusar o cargo de treinador da equipe canarinho em 2010, Muricy Ramalho admitiu tristeza pela derrota e fez sua análise sobre a delicada situação. O técnico ainda defendeu Tite no comando da pentacampeã mundial.

“Futebol é momento, então existe momentos na carreira de treinadores. Hoje, acho que é a vez do Tite, porque foi o último ganhador nosso de títulos importantes. Acho que ele tem perfil para a Seleção”, palpita o treinador tricolor, lembrando da recusa há quatro anos, quando recebeu proposta e preferiu não assumir o cargo.

“Na Seleção Brasileira existe muito glamour, muita vaidade de assumir o cargo, mas não é meu caso porque sou muito frio para isso. Senti que não iria dar certo, então recusei e não me arrependo”, ressalta Muricy.

Divulgação/São Paulo FC
Muricy Ramalho considera Tite o melhor nome para assumir o comando da Seleção Brasileira

Diante da negativa do técnico, a CBF escolheu Mano Menezes como “plano B” para comandar a Seleção Brasileira. O técnico não deu certo durante o ciclo para e foi sacado um ano e meio antes da estreia no Mundial. Felipão assumiu e deu consistência à equipe, mas fracassou na Copa. Os seis jogos disputados mostraram um time fácil de marcar, e o resultado foi o revés por 7 a 1 para a Alemanha, na semifinal.

O abatimento dos jogadores foi visível durante e após a goleada e Muricy toma cuidado para falar sobre o pior resultado da história da Seleção pentacampeã. “É difícil palpitar, mas o que posso dizer é que sei o que estão sentindo. Porque quando acontece esse tipo de derrota é duríssimo para quem está trabalhando. Para nós, que somos técnicos, dar opinião agora é um pouco complicado", pondera, defendendo em seguida a reformulação do futebol nacional, mas acreditando que os cartolas não fazem a menor força para as melhorias.

“É muito difícil mudar alguma coisa. É claro que somos profissionais de futebol e tentamos mudar, mas é difícil. Tem que mudar quase tudo, desde baixo até em cima, mas a gente percebe que isso não vai acontecer”, lamenta o treinador são-paulino.