Futebol/Copa 2014 - ( )

Pela 1ª vez sem Neymar, Oscar pode ter status de 10 novamente

Tossiro Neto, enviado especial Teresópolis (RJ)

Nos 27 jogos que comandou em seu retorno à Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari sempre escalou Neymar. Foi sob seu comando também que o atacante passou a usar a camisa 10, que pertencia a Oscar na era Mano Menezes. Na terça-feira, pela primeira vez, o treinador não terá seu principal jogador, que fraturou a terceira vértebra lombar e está fora do Mundial.

Com Felipão, além de passar a vestir a camisa 11 (mesma numeração que recebeu no Chelsea), Oscar atua muitas vezes pelo lado direito do campo e tem obrigação também defensiva. Está, inclusive, entre os que mais recuperam bola para a equipe na competição. Agora, na ausência de Neymar na semifinal contra a Alemanha, ele deverá ter de volta a condição de protagonista do meio-campo.

No treinamento de sábado, Felipão ensaiou apenas os reservas, em jogo-treino contra o sub-20 do Fluminense. O único trabalho em campo para definir o substituto de Neymar está marcado para a manhã desta segunda-feira, antes da viagem para Belo Horizonte, palco da partida. A maior probabilidade é que ele recoloque Oscar na armação das jogadas e deixe outro encarregado de voltar para ajudar mais na marcação.

Fernando Dantas/Gazeta Press
Felipão conversa com Oscar durante treinamento dos reservas diante do sub-20 do Fluminense, na Comary
"A gente fica triste. É um dos principais jogadores nossos. Tomou uma joelhada, e o juiz nem cartão amarelo deu. Mas futebol é assim. Sem ele, temos outros jogadores capacitados para entrar no time", observou o meia, logo após a vitória sobre a Colômbia, na sexta-feira.

Oscar nunca escondeu que não gosta de ter que destruir jogadas adversárias em vez de criar a favor de seu time. Ao mesmo tempo, doa-se em campo e exerce com comprotimento a função que lhe é imposta por Felipão. Até porque o técnico sempre saiu em sua defesa, principalmente nos momentos em que ele foi mais questionado, antes do início da Copa do Mundo, e também diz não ter sido o responsável por ter tirado dele a principal camisa do time.

"Nós perguntamos qual camisa cada um desejava, porque iríamos inscrevê-los. Ele (Neymar) estava jogando com a 11, mas pediu a 10", explicou Felipão, em junho do ano passado, no amistoso contra a Inglaterra, o sexto jogo da Seleção sob seu comando. Naquela ocasião, o próprio Oscar minimizou a situação. "Não significa nada. Já joguei com a 7, com a 10. É lógico que jogar com a 10 da Seleção é histórico, legal, mas com a 11 também é".

Campeão da Copa das Confederações com a 11, Oscar tentará fazer história com esse mesmo número - agora talvez o mais visado da equipe - a partir das 17 horas (de Brasília) desta terça-feira, diante da Alemanha. Uma vitória coloca o Brasil na final da Copa do Mundo pela primeira vez desde 2002, ano em que Felipão levou o selecionado nacional ao título. Com Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho usando a 10 e a 11, respectivamente.