Futebol/Copa 2014 - ( - Atualizado )

Wilmots garante Bélgica novamente compacta: "Vamos manter nosso estilo"

São Paulo (SP)

Tida como provável surpresa antes de o torneio começar, a Bélgica disputa a Copa do Mundo para confirmar expectativas. Mas ainda que defenda 100% de aproveitamento, os Red Devilsainda não enfrentaram um adversário de peso até aqui. A grande prova do time será às 13 horas (de Brasília) deste sábado, em duelo contra a Argentina pelas quartas de final. O técnico Marc Wilmots lembra as qualidades da equipe e acredita poder surpreender a bicampeã mundial.

“Nós estudamos as táticas deles e vamos manter nosso estilo”, garante o treinador, referindo-se ao sistema usado pela Argentina. “Nós não defendemos apenas, nós jogamos um futebol compacto e não deixamos muitos espaços. Temos que atacar e defender juntos”, explica, traduzindo a postura de seus comandados nas quatro partidas disputadas nesta Copa do Mundo.

Apesar da preocupação tática em conter o adversário, Wilmots rende-se à grandeza da partida deste sábado. “É tudo uma questão de balancear os setores, mas são as quartas de final, podemos fazer história. Os jogadores sabem disso e vamos fazer nosso próprio jogo”, assegura o treinador belga, lembrando que a vitória faz sua equipe igualar o feito alcançado em 1986, quando a Bélgica chegou pela única vez nas semifinais de um Mundial.

AFP
Sob comando de Wilmots, Bélgica venceu Argélia, Coreia do Sul, Rússa e EUA (foto: Martin Bureau)
Dentro da manutenção do sistema compacto, talvez a maior preocupação do técnico seja impedir Lionel Messi de decidir. Quando a Argentina venceu a Suíça na última terça-feira, o camisa 10 teve pouca liberdade durante praticamente todo o jogo, mas um descuido da marcação nos minutos finais da prorrogação resultou na vitória alviceleste por 1 a 0. Apesar da importância do craque, Wilmots garante que a Bélgica precisa estar atenta também a outros armadores do adversário.

“As pessoas tendem a focar em Messi, e estão certas, mas assisti ao jogo entre Argentina e Suíça e o time não é só ele. É um todo. Você precisa alcançar um balanço de marcação. Em alguns pontos eles deixaram passar algumas oportunidades de gol para a Suíça, então as coisas podem mudar muito rápido”, acredita o treinador.