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De "Rei a demônio", Van Gaal cita trânsito para pedir paciência no United

Manchester (Inglaterra)

O Campeonato Inglês mal começou e o Manchester United já flerta com a crise amargada na última temporada. A derrota na estreia contra o Swansea levantou dúvidas sobre o trabalho de Louis Van Gaal e o treinador, bastante filosófico, repete discurso para pedir paciência à torcida vermelha.

“Sempre foi assim. Há duas semanas eu era o rei de Manchester e agora sou o demônio. O mundo do futebol e especialmente a imprensa neste mundo é assim”, reclama o treinador vermelho, que reitera que o início de trabalho é o mais complicado. “Penso que os torcedores são inteligentes. Já disse nas entrevistas coletivas nos Estados Unidos que os primeiros três meses são difíceis para os atletas e para os torcedores”, continua.

A acidez do técnico chegou ao ápice diante do questionamento sobre seus resultados imediatos nos Red Devils. “Eles (diretoria) me contrataram por minha filosofia, não porque sou um cara legal. Eu sou um cara legal, mas não é por isso que estou aqui. Não fui contratado para ser demitido em seguida, e sim para construir um time. Esse processo leva tempo, eu trouxe uma nova filosofia ao clube e isso é difícil porque preciso passar várias informações”, explica.

AFP
Apenas um revés separou a adoração a Van Gaal de severas críticas à filosofia do treinador (foto: Paul Ellis)
Chegando ao United com status de salvador da pátria, Van Gaal criou bastante expectativa ao reformular a equipe, mas as alterações deram errado na estreia da equipe no Campeonato Inglês. As críticas pela derrota por 2 a 1 em casa foram potencializadas pelo mau desempenho do esquema com três zagueiros, além da inoperância do atacante Ashley Cole, que jogou na ala esquerda.

Ainda que sua equipe largue atrás no Campeonato Inglês, Van Gaal pede paciência e explica em metáforas que a adaptação dos atletas às suas diretrizes leva tempo. “Eu tenho que dirigir pelo lado esquerdo e então preciso prestar muita atenção para dirigir corretamente. Isso me custa muita energia. Acontece o mesmo com os jogadores quando tentam se adaptar ao novo esquema tático”, compara o treinador, alfinetando o padrão adotado no trânsito inglês, que é oposto ao usado no resto do mundo.