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Kleina lamenta falta de contratações no Verdão e pede tempo para Gareca

São Paulo (SP)

Gilson Kleina voltou à capital paulista pouco mais de três meses depois de ter sido demitido pelo Palmeiras. Ao término do empate por 1 a 1 contra o Corinthians, em sua estreia pelo Bahia, na noite de sábado, o treinador lamentou por não ter recebido tantos reforços quanto Ricardo Gareca vem ganhando, mas espera que seu antigo clube tenha paciência com o argentino.

“Não tive a sorte de ter o investimento que eles tiveram para contratações, e, comigo, se machucaram jogadores importantes”, comentou Kleina, vendo, de longe, chegarem Tobio, Allione, Mouche e Cristaldo, todos argentinos pedidos por Gareca. “É necessário dar tempo para os profissionais que chegaram. Vieram de outro país e precisam ser abastecido de informações, o futebol brasileiro é bem diferente”, defendeu.

O Palmeiras não vence há oito rodadas no Campeonato Brasileiro e só somou um ponto em cinco jogos no torneio sob o comando de Gareca, exatamente a distância do time para a faixa de descenso. A equipe enfrenta o São Paulo às 16 horas (de Brasília) deste domingo, no Pacaembu.

Kleina encerrou passagem de quase dois anos no Verdão após perder do Sampaio Corrêa, no Maranhão, pela Copa do Brasil, a terceira seguida naquele momento. Na trajetória no clube, falhou ao tentar evitar o rebaixamento no Brasileiro de 2012, não conseguiu cumprir as metas de título nos Paulistas de 2013 e 2014 e foi eliminado precocemente na Libertadores e na Copa do Brasil de 2013, mas sente que cumpriu os objetivos ao ser campeão da Série B do Brasileiro no ano passado.

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Demitido há três meses, Kleina chegou ao Bahia após ver Gareca receber quatro reforços argentinos
“Passei por três reconstruções dentro do Palmeiras, e o maior mérito foi a reconstrução. No momento em que conseguimos mobilizar e colocar todos em condições, fizemos uma boa Série B. Neste ano, não fomos para a final do Paulista e isso foi o maior desgaste, por uma fatalidade em que perdemos jogadores importantíssimos. Para o Brasileiro, a diretoria estava tentando trazer reforços, mas não estava conseguindo e tivemos dificuldades. Poderíamos corrigir na parada, mas a torcida é exigente”, lamentou, agradecido pela oportunidade.

“A diretoria e jogadores me respeitaram e sempre fomos transparentes com o torcedor neste Palmeiras que será centenário no dia 26. Querendo ou não, marcamos uma pequena história lá. Mas, hoje, estamos focando nas cores do Bahia. O Palmeiras me colocou em um patamar de maturidade, me credenciou para trabalhar em qualquer clube do Brasil”, declarou.