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Oswaldo aprova atuação do Peixe, mas lamenta gols perdidos

Santos (SP)

As últimas três partidas do Santos no Campeonato Brasileiro foram verdadeiras pedreiras. Internacional, Corinthians e Cruzeiro acabaram vencendo o Santos e jogando o time da Baixada Santista para a parte de baixo da tabela. Mas o que o técnico Oswaldo de Oliveira mais lamenta é a pouca eficiência da equipe, que consegue equilibrar e muitas vezes ser melhor em campo, mas peca na hora de finalizar a gol.

“Estamos criando oportunidades a olhos vistos. É algo que eventualmente você não consegue resolver nem apontar o problema. Os jogadores estão criando, tentando. Estamos nos preparando para isso, mas não posso dizer mais nada a respeito”, disse o treinador, neste domingo, após ser derrotado pelo Cruzeiro por 3 a 0 em uma partida onde o placar não reflete o que se viu em campo.

“Já estou até ficando um pouco cansado de dizer isso. Guardando as devidas proporções, o quadro foi parecido contra Fluminense, Inter e Corinthians. Ocorre que o Cruzeiro está um palmo acima de todo mundo, por isso o placar dilatado no fim. Um time que entra com Júlio Baptista e Dagoberto nos minutos finais acelera e cria dificuldades para os adversários. Claro, não temos satisfação de perder, mas vejo meus jogadores reagindo, criando e buscando. E poderíamos ter feito gols”, analisou.

O desgaste físico do elenco santista, que atuou na quinta-feira à noite e teve apenas dois dias para descansar antes de viajar à Belo Horizonte, também foi destacado por Oswaldo, que também fez questão de reconhecer os méritos do líder do Campeonato Brasileiro.

“Acho que nos superamos porque, no fim do jogo, encurralamos o Cruzeiro. Fizemos a bola circular, muitos cruzamentos e criamos muitas dificuldades. O que desequilibrou foram as entradas do Julio Baptista e do Dagoberto, que são jogadores de outro naipe e fizeram a diferença”.

Leandro Damião mais uma vez saiu de campo sem balançar as redes, perdeu uma boa oportunidade e segue sem justificar o alto investimento feito pela diretoria do Santos. Após o jogo, no entanto, o técnico explicou porque sacou o camisa 9 no intervalo.

“Foi opção tática. Eu tinha ele e o Robinho, que não estavam conseguindo nos ajudar, na marcação adversária. Como o Rildo e o Thiago Ribeiro fazem o lado de campo, preferi ter o Robinho pelo meio para tentar chegar no gol e frear os avanços dos laterais do Cruzeiro, que estavam nos criando problemas”, finalizou.