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Santos separa semestre de Ganso entre reserva e grande fase

São Paulo (SP)

Seis meses separam o último clássico do São Paulo contra o Santos para o deste domingo. Tempo suficiente para mudar a condição de Paulo Henrique Ganso no time tricolor. Na última vez em que os dois rivais se enfrentaram, o meia se encontrava em sua pior fase sob comando de Muricy Ramalho. Agora, o técnico o vê talvez em seu momento mais constante.

Antes de decidir a vitória de quarta-feira sobre o Internacional, em Porto Alegre, com um gol dentro da área - como o treinador sempre lhe pede -, o camisa 10 vinha se destacando com assistências nas quatro rodadas anteriores do Campeonato Brasileiro. Sequência positiva que jamais havia apresentado desde que deixou a Vila Belmiro para jogar no Morumbi.

A melhora tem a ver também com as insistentes cobranças de Muricy. "Minha cobrança é no bom sentido, para a vida toda dele, porque é uma coisa que ele tem que melhorar, ele sabe disso. É um grande jogador, mas, se puder fazer gol, chamará mais atenção. Às vezes, ele tem um pouco de dificuldade, pelo estilo de jogar", explica o treinador. "Não é para o clássico, tem que ser uma constante, para que ele possa melhorar".

Djalma Vassão/Gazeta Press
Em fevereiro, Ganso saiu de campo cabisbaixo depois de ter sido reserva pela primeira vez com Muricy
A cobrança atual é mais em tom de lembrança do que de advertência, diferentemente do que se via no início do ano. Após consecutivas atuações apagadas de Ganso, Muricy surpreendeu a todos e, mesmo já sem contar com Jadson (negociado com o Corinthians), deixou o principal armador do elenco no banco de reservas pela primeira vez justamente no clássico contra o ex-clube, pelo Campeonato Paulista.

Quem o substituiu naquele jogo, o décimo do ano, disputado em 23 de fevereiro, foi Douglas, improvisado como ponta. Aos 29 minutos, depois de pedidos da torcida, porém, o treinador inverteu a mudança inicial, colocando Ganso no lugar do lateral direito. Ao final da partida, o jogador saiu sem falar, enquanto Muricy justificou sua decisão.

"Não foi nada excepcional, nada de punição, porque essa não é minha maneira de trabalhar. Acontece que tem hora que o treinador tem que intervir se (o jogador) não está bem. Não dá para ficar com a mesma coisa. Mas amanhã ele treina, trabalha e volta a jogar. Ele sabe como eu sou", disse. De fato, não demorou muito para que ele retomasse a titularidade, mas também não foi tão logo que Ganso voltou a chamar atenção com passes ou gol.

Às 16 horas (de Brasília) deste domingo, para confirmar a boa fase individual e coletiva, o meia precisará ajudar o São Paulo a vencer sua ex-equipe pela primeira vez com ele em campo. Desde que deixou o Santos, em setembro de 2012, foram três derrotas e um empate.