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Sem representantes, presidente Assumpção pode apoiar oposicionista

Rio de Janeiro (RJ)

Cada vez mais ausente da vida política do clube por conta da grave crise financeira, o presidente do Botafogo, Maurício Assumpção, ainda não sabe se terá representantes na eleição presidencial do clube, prevista para 25 de novembro. Isso porque nenhum dos nomes pretendidos pelo dirigente parece querer concorrer ao pleito. As chapas precisam ser definidas até 26 de setembro e o quadro caminha para que a situação fique sem candidato.

Assumpção sonhava com algum nome ligado a sua diretoria, como o advogado Alberto Macedo ou até mesmo o ex-vice-presidente de futebol André Silva. Porém, a base aliada do presidente deixou claro que esses nomes poderiam representar uma derrota histórica nas urnas. Assim, o presidente foi em busca de um nome de peso. Primeiro tentou convencer o empresário Manoel Renha, que participa da vida ativa do clube desde a gestão de Bebeto de Freitas, a disputar o pleito. Mas ouviu que o mesmo deseja apenas colaborar com o clube.

Sem opções, Maurício caminhou para apoiar uma chapa liderada por Durcésio Mello, empresário do ramo de aviação e gastronomia que teve o nome sugerido pelo ex-presidente Carlos Augusto Montenegro. Por pressão familiar, Durcésio desistiu do pleito no início desta semana e a situação ficou sem opções. Nos próximos dias Maurício vai se reunir com aliados para ver se lança algum nome ou se adere a algum dos candidatos da oposição.

Se optar pela oposição, Maurício terá quatro opções. Atuante na vida política do clube, Carlos Eduardo Pereira, do Grupo Mais Botafogo, oficializou a candidatura na quarta-feira. Outro candidato já definido é o deputado Vinícius Assumpção, do Movimento Carlito Rocha, visto com bons olhos pela atual gestão, que não deverá embarcar em nenhuma das outras duas candidaturas: o ex-diretor de marketing Marcelo Guimarães, do Grupo Grande Salto, e Antônio Carlos Mantuano, do Botafogo Acima de Tudo. Os próximos dias deverão ser decisivos na política do clube.

Divulgação/Botafogo F. R.
Sem candidato da situação, Maurício Assumpção pode romper paradigma e apoiar oposição nas eleições