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Tinga divulga nota para condenar racismo contra o goleiro Aranha

Belo Horizonte (MG)

O caso de racismo envolvendo o goleiro Aranha, no jogo entre Santos e Grêmio, não foi o primeiro a acorrer no futebol brasileiro, e possivelmente não será o último, mas já existe um grupo de atletas que cobra o fim da impunidade. Um dos primeiros a ser vitima de manifestações racistas foi o volante cruzeirense Tinga, que se posicionou sobre o caso envolvendo o santista.

Tinga foi hostilizado no jogo contra os peruanos do Real Garcilaso na Libertadores deste ano, episódio que pode ter contribuído para o número cada vez maior de casos de racismo no futebol brasileiro. O também santista Arouca já reclamou de ofensas racistas nesta temporada.

Diante da situação, Tinga emitiu nota oficial afirmando que as imagens mostradas pela TV na Arena Grêmio foram “chocantes, provocando repulsa”. O jogador cruzeirense garante que vai seguir combatendo o racismo de qualquer natureza. “Vou continuar combatendo e condenando, como sempre fiz, qualquer tipo de preconceito”, declarou.

Divulgação/Cruzeiro E. C.
O volante Tinga (foto) repudiou a atitude de alguns gremistas contra o goleiro Aranha, do Santos
Confira a integra da nota oficial emitida por Tinga:

Vi com enorme pesar as manifestações racistas ocorridas ontem, na Arena do Grêmio, com a tentativa de desestabilizar um companheiro de profissão. As imagens foram chocantes, provocando repulsa. É lamentável que em nosso país ainda vejamos com frequência episódios como esse. Não foi a primeira vez que nós, do futebol, somos vítimas de tamanho absurdo, mas, a cada novo constrangimento, fica sempre a esperança de que seja o último.

Quero aproveitar para deixar minha total solidariedade ao goleiro Aranha, profissional honrado e merecedor de todo o respeito. Vou continuar combatendo e condenando como sempre fiz qualquer tipo de preconceito, independente de acontecer com uma pessoa ligada ao futebol. Espero, também, que não seja feito nenhum julgamento hipócrita, com o intuito de condenar um ou outro torcedor sem que os verdadeiros responsáveis sejam apontados. Continuo acreditando que um dia ainda vamos viver em um mundo com mais justiça e menos desigualdades.