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Convocados de Dunga se dividem sobre resgatar respeito à Seleção

Miami (Estados Unidos)

Os amistosos contra Colômbia e Equador, nos Estados Unidos, serão os primeiros da Seleção Brasileira após o fracasso na Copa do Mundo. Alguns dos convocados de Dunga já passaram a encarar as partidas de 5 e 9 de setembro como a oportunidade inicial de recuperar o respeito que teria sido perdido a partir da goleada por 7 a 1 para a Alemanha. Nem todos concordam.

“Sabemos que a cobrança é maior quando há uma série de resultados negativos. Estamos aqui para fazer a Seleção ser respeitada novamente”, disse o zagueiro Miranda, preterido por Luiz Felipe Scolari no Mundial do Brasil.

Assim como o defensor do Atlético de Madri, outra das novidades de Dunga falou com empolgação sobre a chance de transformar a cara da Seleção. “O que aconteceu já passou. Teremos dois amistosos agora. Espero que o Brasil possa começar com o pé direito para dar a impressão que as coisas mudaram”, comentou o meia cruzeirense Ricardo Goulart, com timidez.

Mas nem todos aqueles que não participaram da Copa acham que a Seleção Brasileira esteja tão em baixa. É o caso do meia Philippe Coutinho, do Liverpool. “Pelo que vejo na Inglaterra, continuam respeitando o Brasil. Temos uma história muito grande, que não será perdida por causa dessa Copa do Mundo”, opinou.

Rafael Ribeiro/CBF
Ramires estava presente na humilhação diante da Alemanha e ainda faz bico ao tocar no tema
Mais sentido do que seus companheiros ao tocar no assunto, até porque esteve na humilhação do Mineirão, o meio-campista Ramires seguiu o discurso de Coutinho. O jogador também atua na Inglaterra, no Chelsea.

“Não é um jogo que fará os adversários perderem o respeito pela Seleção Brasileira. Na Europa, os adversários falam que isso não voltará a acontecer. Foi uma surpresa, até pelo que o time vinha jogando, sem ter tomado tantos gols ao longo da competição. Mas não fomos desrespeitados em momento algum. Ninguém falou que o Brasil era fraco ou qualquer coisa do tipo”, defendeu Ramires.