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Dunga aposta na movimentação e critica utilização de atacante fixo

Miami (Estados Unidos)

Mesmo com dez remanescentes da última Copa do Mundo (oito deles serão titulares contra a Colômbia, nesta sexta-feira), a Seleção Brasileira de Dunga terá uma importante diferença em relação àquela que Luiz Felipe Scolari comandou. A figura do centroavante desapareceu da equipe.

“Se um jogador fica como uma referência fixa, é muito mais fácil para a defesa marcar. E mais: as referências deixam as coisas mais cômodas para os zagueiros. Quando os atacantes se movimentam, tiram o sincronismo da defesa em algum momento”, argumentou Dunga.

Dessa maneira, o novo comandante do Brasil adota uma característica empregada com sucesso por Mano Menezes pouco antes de sua demissão. Quando Felipão assumiu o time nacional, voltou a apostar em um homem de referência – no caso, Fred, que ganhou confiança na Copa das Confederações e virou vilão pela atuação apagada na Copa do Mundo.

Rafael Ribeiro/CBF
Diego Tardelli herdou a posição de parceiro de ataque de Neymar, que pertencia a Fred
Com Dunga, inicialmente o parceiro de Neymar será Diego Tardelli, que gosta de se movimentar. O treinador também poderá apostar em Hulk, que se contundiu e cedeu espaço para Robinho nos amistosos contra Colômbia e Equador.

De qualquer forma, Dunga não descarta promover uma nova mudança de estilo. “Tudo depende muito do momento. Se você tem um jogador de determinada característica que vive uma fase excepcional, é lógico que irá aproveitá-lo”, ponderou.

A liberdade que Dunga concedeu a seus atacantes não significa descompromisso defensivo. Até o capitão Neymar será incumbido de ajudar a marcação. “Na Holanda, o Robben recompõe o meio-campo. Se fazemos isso no Brasil, dizem que o jogador de qualidade não precisa marcar. Aí, pergunto: se ele não precisa, então o zagueiro não deve fazer gol? Porque a função do zagueiro é defender. É um coletivo forte que se sobressai”, concluiu.