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Elenco campeão de 2012 se poupava menos do que com Muricy

São Paulo (SP)

O São Paulo que entrará em campo na quinta-feira, pela Copa Sul-americana, será diferente do que atuou no último domingo, em rodada do Campeonato Brasileiro. Dividido entre duas frentes, o técnico Muricy Ramalho tem dado prioridade à competição nacional, poupando alguns jogadores no torneio continental, o que não era feito em 2012, ano em que a equipe soube se sair bem de situação semelhante.

Há dois anos, com Ney Franco no comando, as formações eram praticamente as mesmas. Basicamente: Rogério Ceni, Douglas, Rafael Toloi, Rhodolfo, Cortez, Wellington, Denilson, Maicon, Jadson, Lucas e Luis Fabiano. Muitas vezes, quando não tinha Luis Fabiano (ora lesionado, ora suspenso), também ganhavam chances Osvaldo, Willian José ou Ademilson.

"Naquela ocasião, o time encaixou uma maneira de jogar, conquistamos a Sul-americana e o título do segundo turno do Brasileiro", recorda Osvaldo, que terminou aquela edição como titular e marcou, inclusive, um dos gols da vitória sobre o Tigre, da Argentina, na decisão.

Apesar de ter perdido Lucas (meia-atacante que se transferiu ao Paris Saint-Germain depois do título sul-americano), o elenco atual conta com nomes de mais peso, como Alexandre Pato e Kaká. Também foi reforçado pelo uruguaio Álvaro Pereira na lateral esquerda e o ex-palmeirense Alan Kardec, opção a mais para disputar posição com Luis Fabiano. "Aquele elenco não tinha tantas opções como tem hoje", reconhece Osvaldo, reserva quando todos são relacionados.

Djalma Vassão/Gazeta Press
Escalação do time que foi eliminado na Copa do Brasil pelo Bragatino teve alguns reservas, como Osvaldo
Se as alternativas são boas, o entrosamento com um time que pouco joga junto não é dos melhores, como prova a eliminação na Copa do Brasil para o Bragantino e a derrota por 2 a 1 para o Criciúma, na partida de ida da segunda fase da Sul-americana, na quinta-feira passada. Uma semana depois, Muricy adiantou, o São Paulo decidirá a vaga para as oitavas de final novamente sem força máxima, com uma escalação mista, no Morumbi.

"Isso aí é mais com a comissão técnica", esquiva-se Osvaldo, quando questionado se Muricy não poderia repetir o que fez Ney Franco, dois anos atrás. "O professor quer preservar um pouco, porque já tem experiência de algumas lesões, casos do Luis Fabiano e do Antônio Carlos, do próprio Kaká, quando chegou. Ele não quer perder ninguém e confia nos que não estão jogando também para entrar e dar conta do recado. Ele tem peças para buscar tanto o Brasileiro quanto a Sul-americana".

Nesta quinta-feira, a única baixa justificada no time titular é Álvaro Pereira, que está a serviço da seleção uruguaia. O volante Souza, com dores na panturrilha direita, talvez não tenha condições de atuar. Entre os demais, Muricy fará suas escolhas para tentar reverter a desvantagem do jogo de ida. O São Paulo precisa vencer por 1 a 0 (ou por dois de diferença, caso também seja vazado). Se devolver o 2 a 1, a vaga para as oitavas de final será decidida nos pênaltis.

"É uma competição complicada, principalmente depois da fase dos clubes brasileiros. Você pega viagem difícil, joga contra time de torcida que pressiona o tempo todo, campo pequeno. Na experiência de 2012, tivemos muita dificuldade, mas conseguimos ser campeões", lembra o atacante são-paulino, presente também na campanha do ano passado, com Muricy, quando a equipe caiu na semifinal para a Ponte Preta.