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Guerrero é absolvido por expulsão; trombada será julgada na segunda

Rio de Janeiro (RJ)

Julgado por sua expulsão na partida do Corinthians contra o Grêmio, no último dia 24, Paolo Guerrero foi absolvido pelo Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). O tribunal não considerou uma agressão o lance no qual o peruano se envolveu com Alán Ruiz já no final do confronto, válido pelo Campeonato Brasileiro.

Na ocasião, depois de sair em defesa de Elias, que estava caído no chão por disputa com o goleiro Marcelo Grohe, o centroavante encarou Ruiz, ficando com a testa colada no adversário. Quando o corintiano foi empurrado por Zé Roberto pelas costas, Ruiz foi ao chão, e o juiz Heber Roberto Lopes entendeu a ação como uma cabeçada.

Livre de uma condenação que poderia lhe render até 12 jogos de suspensão, o centroavante do Corinthians terá novo julgamento na próxima segunda-feira. Será apreciado pelo tribunal o lance no qual ele trombou com o juiz Leandro Bizzio Marinho, na última quarta-feira, no embate com o Bragantino, pela Copa do Brasil.

O juiz nada citou na súmula, mas as imagens repetidas à exaustão pela ESPN Brasil fizeram a Procuradoria do STJD denunciar o jogador por agressão. O artigo no qual foi incurso o atacante é o mesmo que, em primeira instância, rendeu suspensão de 180 dias a Petros – por choque com o árbitro Raphael Claus.

Esse gancho de meio ano é a pena mínima em casos de agressão a membros da comissão de arbitragem. Diferentemente de Petros, Guerrero – que já reagiu com indignação a uma pergunta sobre a jogada, negando intenção de derrubar Marinho – não estará no tribunal para se defender, pois está a serviço da seleção peruana.