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Mano aprova 4-3-3, mas ainda não vê esquema possível sempre

São Paulo (SP)

A necessidade de vencer o Bragantino por dois gols de diferença fez Mano Menezes apostar em um 4-3-3,que deu resultado, com três bolas na rede e a classificação encaminhada em menos de 20 minutos. O técnico gostou do resultado, mas disse ainda não ver o Corinthians pronto para a repetição da formação em todas as partidas.

“O Bragantino jogava só com três no meio e proporcionava essa possibilidade. Não é uma decisão unilateral. Tenho que encaminhar o sucesso daquilo que escolhemos. Nessa situação, era bem possível. Às vezes, não é. Às vezes, o adversário tem cinco no meio e congestiona o setor. Aí, você não vai fazer a bola chegar aos três atacantes”, afirmou.

O esquema já havia sido utilizado na parte final de alguns jogos, com o Corinthians correndo atrás do resultado. Foi assim que o time buscou o empate por 1 a 1 com o Fluminense no último domingo, ficando perto da virada. O desenho tático poderá ser repetido, mas só será efetivado quando Mano tiver segurança.

“Ainda temos que oscilar um pouco em termos de formação, porque não conseguimos nos impor contra todos. Quando achar que puder, vou fazer”, comentou o gaúcho. “Se tivermos mais chances de ganhar dessa forma, vamos jogar dessa forma. Vamos medir e tentar usar não só quando estivermos perdendo.”

Sergio Barzaghi/Gazeta Press
Luciano foi um dos três atacantes escalados por Mano Menezes para eliminar o Bragantino
Essa guinada ao ataque, explicou o treinador, tem a ver com a suspensão de Petros por suposta agressão a um árbitro. A pena de 180 dias foi congelada até o julgamento em segunda instância, na próxima sexta-feira, mas o meio-campista só jogou por 25 minutos desde sua condenação, com atletas mais ofensivos em seu lugar.

Sem um jogador com as mesmas características, Mano optou inicialmente por meias com capacidade maior de armação, pondo Lodeiro ao lado de Jadson. Na vitória por 3 a 1 sobre o Bragantino, deixou a criação com Renato Augusto, com Luciano, Romarinho e Romero na frente.

“A transformação passa pela saída do Petros e pela possibilidade de perdê-lo, que ainda existe. Eu me vi na necessidade de pensar outra formação e não deixar para a última hora, que poderia ser a parte final da Copa do Brasil ou o momento decisivo do Brasileiro. Antecipamos a decisão, até arriscando um pouco”, disse o técnico.

O desafio é criar as condições para tornar uma regra a agressão aos adversários. “No primeiro tempo contra o Fluminense, não fomos uma equipe que marcava bem nem uma que atacava tão bem. Contra o Bragantino, definimos: entramos para atacar e atacamos bem. Assim, você vai correr riscos, mas são riscos calculados de quem vai atacar. Podemos ser assim contra outras equipes também”, concluiu.