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Osvaldo espera fim do ano, mas ainda se sente útil no São Paulo

São Paulo (SP)

Ofuscado pela chegada de bons nomes para o ataque, como Alexandre Pato e Alan Kardec, Osvaldo não tem tido muitas chances no São Paulo neste ano, a não ser quando entra no segundo tempo ou nas ocasiões em que os titulares são poupados. Ainda assim, o atacante se sente útil e sem motivo para sair.

"Você tem que se sentir importante. A partir do momento em que não se achar mais, tem que chegar no presidente e falar para abrir as portas, ir embora. Quero continuar trabalhando, independentemente de jogar ou entrar no segundo tempo. Com lesões e suspensões, sempre tem espaço para mostrar futebol. Preciso mostrar que tenho condições", disse.

Sua melhor temporada foi em 2012, quando superou um primeiro semestre ruim para virar titular e ser campeão da Copa Sul-americana. No ano seguinte, chegou a ser convocado para a Seleção Brasileira, momento a partir do qual teve brusca queda de rendimento, tornando-se reserva no clube, período em que recusou propostas do futebol ucraniano. O momento atual é semelhante, embora ele tenha ido bem quando chamado por Muricy Ramalho.

Rubens Chiri/www.saopaulofc.net
Atacante tem contrato até o final de 2015 e, neste momento, é reserva em um elenco com bons nomes
"A gente quer ser titular sempre, quer mostrar sempre nosso potencial. Quando cheguei aqui em 2012, no primeiro semestre não jogava, mas sempre continuei trabalhando. Muita gente questionava que eu vim para reserva. Conquistei meu espaço, fui campeão jogando", lembrou o atacante, como aviso de que pode repetir essa situação também agora.

As chances são pequenas, porém. Além da boa fase de Pato e Kardec, o São Paulo em breve voltará a contar com Luis Fabiano, centroavante que está sem atuar desde 20 de junho, quando sofreu estiramento na coxa direita. Diante da forte concorrência, apesar de não ter interesse de deixar o clube, Osvaldo deixa o futuro em aberto.

"A gente não sabe o dia de amanhã. Terei mais um ano de contrato. É momento. Não sei como vou estar no final do ano. Se estiver em um momento bom, agradável, como em 2012 e 2013, eu quero ficar. O São Paulo é uma equipe grande. Só o momento é que vai falar se eu vou continuar ou não. Quero ajudar. Se tiver oportunidade de jogar, é o que eu mais quero", concluiu.