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Torcida protesta no Palestra e vê Conselho aprovar plano ‘anticalote'

São Paulo (SP)

O desfecho de um dia muito movimentado no Palmeiras não poderia ser diferente. Após a demissão de Ricardo Gareca no meio da tarde, o Conselho Deliberativo se reuniu à noite na sede do clube e aprovou o plano para quitar o empréstimo realizado pelo presidente Paulo Nobre. Diante da crise, cerca de 50 torcedores da organizada Mancha Alviverde compareceram ao local para protestar.

Irritado com a situação do time, que briga contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro e não tem técnico para o restante de um trágico centenário, o grupo cobrou cada conselheiro que transitava pelo local, chegando a arremessar latas e chutar os carros dos participantes da reunião. A fúria aumentou quando os torcedores reconheceram o ex-presidente Arnaldo Tirone.

Para tentar amenizar a confusão criada pela organizada, a Polícia Militar foi acionada, mas pouco pôde fazer, se limitando aos pedidos para que os carros não fossem mais chutados na entrada do portão da Rua Turiassu. Após a reunião de aprovação do planejamento que supostamente evitará o calote ao mandatário Paulo Nobre, os conselheiros foram escoltados para deixar o local.

A dívida com o atual presidente do Palmeiras, que viabilizou empréstimos a juros mais baixos, deve chegar a R$ 120 milhões até o final do ano. Desta forma, para conseguir pagar, o Conselho Deliberativo fixou o mês de maio de 2015 para iniciar o planejamento ‘anticalote’ – apesar de alguns membros presentes terem em mente que a dívida não será paga integralmente.

Mesmo com os empréstimos viabilizados por Paulo Nobre, que terá 10% da renda mensal do clube a partir de maio, o prejuízo do Palmeiras neste ano é de R$ 12 milhões. Se o atual mandatário facilitou a busca por dinheiro, por outro lado viu sua gestão fracassar neste mesmo aspecto: mesmo com as comemorações do centenário, o Verdão já está há mais de um ano sem um patrocínio máster.

Djalma Vassão/Gazeta Press
O Conselho Deliberativo aprovou o planejamento para pagar os R$ 120 milhões de dívidas com Paulo Nobre