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. . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . .EDU MARANGON
Foto Gazeta Press
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Edu Marangon era um meia clássico, nos lançamentos

Nelson Cilo


Edu Marangon sugere revolução A culpa é da mentalidade que impera no futebol (ao se referir à ciranda dos técnicos)

O ex-craque Edu Marangon, 38 anos, é um dos principais treinadores da atual geração. Mas, a exemplo da maioria dos colegas de classe, ele paga o preço da insegurança que caracteriza uma atividade reconhecidamente instável. Ao deixar o cargo que ocupava no Rio Branco-SP, Edu constata, meio desolado, que os técnicos não param nunca de andar no fio da navalha. O ex-meia da Portuguesa e Torino, entre outros, admite que a falta de retaguarda, especialmente nos pequenos clubes, é um dos maiores desafios para quem quer implantar um planejamento a médio e longo prazos.

Um dos problemas, segundo ele, é que os grandes não dão chance aos novatos. Preferem apostar na meia dúzia de sempre. Edu não cita nomes. No entanto, já era assim nos velhos tempos de Osvaldo Brandão, Rubens Minelli, Mário Travaglini... Ora bolas: só a morte de um, como Brandão, abria uma vaga para o próximo candidato. Agora, é Zagallo aqui, Zagallo lá. Nelsinho Baptista, Parreira, Wanderlei Luxemburgo, Levir Culpi... De de muita sorte ou de alguma casualidade, Celso Roth, Marco Aurélio e Zé Teodoro, além de Paulo César Gusmão (improvisado no Vasco), entraram no circuito. Mas é raro que um jovem encontre espaços no mercado. Ao ouvir tal comentário, Edu não resiste ao desabafo. “A culpa é da mentalidade que impera no futebol brasileiro. Os dirigentes não investem na renovação”, critica, sem receio de tocar na ferida que incomoda os cartolas.

Edu propõe uma completa revolução no modelo que aí está. Tão autêntico quanto nos tempos que rolava uma bola bem redonda em campo, Edu não poupa nem a imprensa, que cultiva um tipo de cultura prejudicial ao futebol. “É verdade. De repente, o técnico é tudo ou não é nada. Infelizmente, é assim que funciona”, diz, ao se referir à gangorra que, invariavelmente, despenca para o lado mais fraco. Seja lá o que for, Edu garante que vai encarar os desafios da carreira iniciado em 1998, ao concluir o curso da Federação Paulista. Depois, participou de estágios na Itália: Covertchanno, Torino e Milan. Em seguida, aprendeu segredos de Carlos Alberto Silva (no Santos) e de Pepe (na Ponte Preta). Querem mais o quê? .


 Raio-X
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Nome: Carlos Eduardo Mararangon.

Apelido: Edu Mararangon.

Clubes: Portuguesa de Desportos, Santos, Palmeiras, Flamengo, Coritiba, Inter-SP, Torino, FC do Porto, Yokohama Flugels e Nacional do Uruguai, além da seleção brasileira principal e da pré-olímpica.

Títulos: vice paulista-85 na Lusa, campeão pré-olímpico-87, campeão no Pan-87, no Torneio Stanley Rouss-87 e na Liga Japonesa-97, entre outros.

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