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Parreira
e Luxemburgo: os exemplos do técnico Marcelo
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Foto Acervo/Gazeta Press
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Por Marcelo Belpiede
O ex-goleiro Marcelo viveu uma época brilhante
no Bragantino. O auge da equipe paulista, fenômeno no início
dos anos 90, aconteceu com um título paulista de 1990 e o
vice-campeonato brasileiro na temporada seguinte. O título
estadual teve o dedo do técnico Wanderley Luxemburgo. Já Na
derrota da final da competição nacional para o São Paulo,
o comandante era Carlos Alberto Parreira.
Aos 35 anos, Marcelo já encerrou a carreira.
Mas ele ainda procura tirar muito da experiência com os dois
principais técnicos da atualidade no Brasil para a sua vida
como treinador. Tanto que ele não tem dúvidas para analisar
a diferença no modo de trabalho de ambos.
"Trabalhei com esses profissionais faz muito
tempo, mas são pessoas que continuam atuais. O Parreira treina
muita marcação da defesa. Não que seja defensivista. Mas ele
acha que brasileiro sabe, por natureza, atacar. Já o Luxemburgo
trabalha muito a parte ofensiva. Eles também contam com diferença
de temperamento, de métodos. Mas o importante que ambos alcançam
o sucesso, cada um da sua forma", explica.
Depois da experiência como técnico no Taubaté, Marcelo iniciou
desde o ano passado um trabalho no Palmeiras. Passou pelas
categorias infantil e juvenil. Agora, treina os juniores do
clube. Apesar da carreira meteórica, o ex-goleiro prefere
não fazer uma previsão para o futuro, até pensar em assumir
uma equipe profissional.
"É difícil programar muito para frente. Estamos disputando
o Campeonato Paulista dos juniores. Tenho projeto até o final
da Taça São Paulo, que é o Campeonato Brasileiro entre os
juniores. Depois não sei, sinceramente. Depende do que acontecer
e dos convites que aparecerem. Mas não penso muito nisso",
diz.
Como goleiro, Marcelo encerrou a carreira muito jovem, em
2002 no Taubaté. Apesar da passagem de sucesso pelo Bragantino,
o ex-goleiro admite que poderia ter alcançado uma projeção
em um clube grande do Brasil. Faltou a sensibilidade e a liberação
da diretoria do clube de Bragança Paulista. "Recebi propostas
de times como Cruzeiro, Flamengo e Grêmio. Mas, quando essas
equipes iam conversar com o Bragantino, a negociação emperrava.
Ninguém ia pagar muito por um goleiro", disse Marcelo, que
chegou a defender as cores do Santos, apenas como reserva,
na época, de Zetti.
Mas o ex-goleiro acredita que, com a nova lei do passe,
sua carreira poderia ter decolado na época do auge do Bragantino.
"Gostaria de jogar agora. Quando meu contrato terminasse,
poderia seguir minha vida em outro lugar, sem qualquer tipo
de negociação com o Bragantino", lamenta.
Os problemas encontrados para sair do Bragantino não atrapalharam,
entretanto , a parte financeira, segundo as palavras do próprio
Marcelo. "Sempre fui evoluindo na parte salarial. Joguei no
Sport (penúltimo clube da carreira) com o maior salário da
minha vida. Não posso reclamar", admite.
Filosofia - Deixando de lado as histórias como treinador,
Marcelo está muito animado com a vida de treinador. Tanto
que se esforça para revelar novos valores no Palmeiras, que,
nos últimos anos, passou a investir mais nas categorias de
base do clube.
Só que Marcelo mantém o mistério quando é questionado sobre
nomes que podem fazer sucesso no Verdão daqui a alguns anos.
"Não gosto de apostar. Existe a tendência das pessoas em apostar
em alguém pra ver se acerta. Nosso trabalho é aumentar ao
máximo o leque de opções do técnico do profissional, dependendo
da necessidade em cada posição", lembra o treinador, tirando
a responsabilidade de seus talentos.
| Raio-X |
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Nome: Marcelo Bertolloti
Data e local de nascimento: 18/12/1968
Clubes em que atuou: Taubaté, Bragantino,
Santa Cruz, Santos e Sport.
Principais títulos: Brasileiro
Série B (1989), Paulista (1990) e Pernambucano
(1993).
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Foto Acervo / Gazeta
Press
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