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Foto Djalma Vassão/Gazeta Press
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Oberdan,
curtindo a vida e os amigos
Por Luciano Piccazio Ornelas, especial para
GE Net
Nada para fazer. Com um sorriso, o ex-goleiro
Oberdan Cattani define assim as suas atividades atuais. Claro
que não é verdade. A vida do eterno ídolo palmeirense anda
bem corrida ultimamente. Ele tem viajado por todo interior
paulista divulgando o livro recém-lançado sobre sua vida -
"Muralha Verde", escrito por Osni Ferrari, e que já chegou
até aos Estados Unidos e Japão - e não descuida de
suas obrigações no clube de coração.
Ele é conselheiro vitalício do Palmeiras, não troca suas
caminhadas e vida saudável por nada e ainda tem tempo para
ir ao Parque Antártica aos finais de semana trocar idéias
com os amigos.
Oberdan é assim, simples. Conversa com alegria de criança
e define como nada suas atividades porque as faz com calma.
Fala com tranqüilidade de quem tem a sensação de dever cumprido.
Também, com cinco campeonatos estaduais, uma taça Rio-São
Paulo e uma Taça Rio (equivalente ao Campeonato Mundial de
Clubes), e mais passagens pela seleção brasileira, quem não
teria?
O goleiro mora em uma casa verde bem perto do seu clube
do coração. De ascendência italiana, veio de Sorocaba em 1940
para se tornar goleiro do clube tão amado por sua família.
Não só isso, mas se transformou num dos maiores ídolos de
sua história. Ele viu o Palestra Itália mudar para Palmeiras,
e ajudou a equipe a vencer o primeiro jogo com o novo símbolo,
por 2 a 1 contra o São Paulo, em 1942.
"Minha vida está boa. Com 85 anos e muito saudável. Não
fumo, não bebo e sempre faço meus exercícios," conta Oberdan.
Recordações. Oberdan já passou por muita coisa. Na
sua época, até conversar com jogadores de outro time era considerado
um ato de traição. Uma conversa sua de minutos com Leônidas
da Silva resultou em reclamação por parte dos dirigentes alviverdes.
A rivalidade era maior do que hoje, e fidelidade era questão
de honra.
De outra vez, estava na padaria dias antes de uma partida
contra o Corinthians e um torcedor do Timão lhe ofereceu um
"prêmio" para facilitar as coisas para o alvinegro. Oberdan
respondeu com um soco na cara do torcedor, que caiu estatelado.
Quando levantou, chamou a polícia. O policial chegou e fez
questão de abraçar Oberdan, já que era palmeirense. De quebra
pôs o torcedor para correr, acusando-o de tentativa de suborno.
| Raio-X |
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Nome: Oberdan Cattani
Data de nascimento: 12/6/1919
Local: Sorocaba (SP)
Clube: Palmeiras (1940 a 1954) e Juventus
(55 a 56)
Títulos: Copa Rio (1951), Rio-São
Paulo (1951), Paulista (42, 44, 47 e 50)
Obs.: Ele atuou 351 vezes com a camisa
do Palmeiras, vencendo 207, empatando 76 e perdendo
apenas 68. Em toda a carreira, sofreu 409 gols.
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Foto Acervo/Gazeta Press
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