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Por Claudia Andrade
Dos seis representantes que o Brasil terá na Copa do
Mundo de atletismo, nestas sexta-feira e sábado, em
Madri, Espanha, a saltadora Maurren Maggi é, sem dúvida,
o maior destaque. Com uma temporada impressionante em 2002,
ela acumulou nada menos que seis medalhas em competições
internacionais.
"Ela tem conseguido resultados consistentes
no circuito internacional e se sente muito à vontade
nesse meio. Todo mundo a conhece", diz o técnico
da atleta, Nélio Moura. Ele admite que chegou a temer
que a brasileira não voltasse a saltar bem depois da
lesão que sofreu na coxa, nos Jogos Ibero-Americanos
da Guatemala, em maio. Ela voltou às pistas no final
de julho "ainda insegura", segundo o treinador.
"Depois que superou a marca dos 6,80m ela voltou a ter
confiança", completa.
Agora, na avaliação do treinador,
Maurren está na melhor forma de sua vida, mas ainda
tem o que melhorar. "Ainda vemos espaço para melhora
da Maurren, tanto no aspecto técnico como no físico",
diz. "Mas de 99, quando fez aquele salto extraordinário
em Bogotá, ela tem melhorado a cada ano", completa,
referindo-se à marca de 7,26m em um torneio colombiano,
com a qual a atleta estabeleceu novo recorde sul-americano,
que mantém até hoje.
Atualmente, a brasileira tem duelos freqüentes
com sua maior rival, a líder do ranking mundial Tatyana
Kotova. "Elas são os dois maiores nomes do salto
em distância no mundo na atualidade", confirma
Moura. Este ano, a Rússia leva vantagem no retrospecto
com a brasileiras, com duas vitórias contra uma. Maurren
só conseguiu superar a rival nesta temporada na final
do Grand Prix, no último dia 14, em Paris.
A condição de favorita não
atrapalha mais a brasileira. "Ela teve uma lição
muito proveitosa em 2000, quando todos no Brasil a colocavam
como favorita, mas ela ainda não era, apesar de ter
condições de brigar por uma medalha na Olimpíada",
lembra o treinador. "Depois de tudo o que passou, da
contusão, ela viu que o favoritismo era uma atitude
que não faria bem."
O DESEMPENHO
DE MAURREN
14/9 - ouro na Final do Grand Prix, em Paris,
França, com 7,02m (melhor resultado da brasileira no
ano)
23/8 - ouro no Meeting de Londres, Inglaterra, com 6,78m (etapa
da Liga de Ouro)
16/8 - ouro no Meeting de Zurique, Suíça, com
6,84 (etapa da Liga de Ouro)
25/7 - prata no GP de Tessalonica, Grécia, com 6,82
16/7 - prata no GP de Estocolmo, Suécia, com 6,83
6/7 - ouro no Meeting de Cork, Irlanda, com 6,47m
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