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30/12/02
Africanos querem manter hegemonia, mas brasileiros não vão deixar fácil

 

 

Por Claudia Andrade

A Corrida Internacional de São Silvestre chega à sua 78ª edição este ano novamente atingindo o limite de 15 mil participantes (12.500 na prova masculina) e mantendo a marca de uma competição de alto nível, que reúne os melhores atletas do Brasil e do exterior. Como já virou tradição, os africanos prometem mais uma vez dificultar a vida dos brasileiros. Desde 92, quando Simon Chemwoyo venceu repetindo a dose no ano seguinte, teve início o domínio dos quenianos, que só foi quebrado duas vezes, exatamente por brasileiros.

E agora em 2002, a chance de um corredor nacional subiu ao lugar mais alto do pódio é grande, pois nenhum dos vencedores dos últimos 12 anos vai competir. Émerson Iser Bem, último brasileiro a vencer, em 97, se recupera de uma lesão e Ronaldo da Costa (vencedor em 94) também cancelou sua participação. Dos estrangeiros, o pentacampeão Paul Tergat, do Quênia, já não disputa a prova desde o ano passado e o atual campeão, o etíope Tesfaye Jifar, não vai defender o título, pois tenta superar um problema estomacal.

Assim, aumentam as esperanças dos brasileiros, que demonstram confiança em embolsar os R$ 17 mil destinados aos campeões (no masculino e no feminino). A premiação total aumentou quase R$ 20 mil, chegando a R$ 99,6 mil este ano.

O grupo dos favoritos tem Marílson Gomes dos Santos, o melhor colocado na última edição, chegando em quarto lugar. "A São Silvestre é uma prova única. Na verdade, você só vai definir o que tem de fazer durante os 15 quilômetros. o importante é estar entre os primeiros colocados do grupo principal, sem perder de vista os ponteiros", ensina Marílson, segundo colocado na Meia Maratona do Rio de Janeiro, ficando atrás apenas do queniano Philip Rugut. No último dia 15, ele venceu a Corrida de São Silveira, uma das preparatórias para a São Silvestre.

Tem também Vanderlei Cordeiro de Lima, quinto no ano passado, e que vem de um sétimo lugar na Maratona de Milão, na Itália, que disputou no dia 1º deste mês. Rômulo Wagner da Silva, bicampeão da Prova Pedestre Sargento Gonzaguinha, corrida de 15km que também serve como preparação para a São Silvestre, é outro com boas chances de melhorar a sétima colocação que conseguiu na São Silvestre do ano passado.

Estes, e todos os outros brasileiros, no entanto, precisam ficar atentos aos rivais estrangeiros. Um dos mais perigosos é o queniano John Gwako, que já correu várias provas no País. Ele venceu a Meia Maratona do Rio de Janeiro em 98 e foi nono colocado na São Silvestre do ano 2000. Felix Limo, também do Quênia, é outro nome forte. Detentor do melhor tempo nos 15km (41m29), ele faz sua estréia na São Silvestre. A delegação internacional tem ainda Robert Cheruiyot, vencedor da Maratona de Milão, e um dos mais confiantes. "Somos favoritos sim e viemos para vencer", afirma.

Completam o time Paul Kirui, campeão dos 10km de Porto Rico, prova em que venceu Paulo Tergat (terceiro colocado) e David Cheruiyot, que pode ser considerado um veterano em disputas nacionais, com dois títulos na Volta da Pampulha, em 2000 e 2001 e vitórias na Maratona dos Bandeirantes e na Prova de São Silveira. Correm ainda o etíope Sihene Sileshi, o sul-africano Shadrack Hoff e o colombiano Diego Colorado.

Largada – Este ano, a São Silvestre terá um número recorde de deficientes, estimado em cerca de 300 atletas. Para eles, haverá uma largada especial, às 15 horas. Mas essa é apenas uma opção de segurança. Aqueles que quiserem correr com os demais poderão fazê-lo. A prova feminina continua a ter início às 15h15 e a masculina, às 17 horas.

O evento terá transmissão ao vivo pelo site www.gazetaesportiva.net e também pelos canais de televisão Gazeta, Globo e Sportv.

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