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Por Claudia Andrade
A Corrida Internacional de São Silvestre chega à
sua 78ª edição este ano novamente atingindo
o limite de 15 mil participantes (12.500 na prova masculina)
e mantendo a marca de uma competição de alto
nível, que reúne os melhores atletas do Brasil
e do exterior. Como já virou tradição,
os africanos prometem mais uma vez dificultar a vida dos brasileiros.
Desde 92, quando Simon Chemwoyo venceu repetindo a dose no
ano seguinte, teve início o domínio dos quenianos,
que só foi quebrado duas vezes, exatamente por brasileiros.
E agora em 2002, a chance de um corredor nacional subiu ao
lugar mais alto do pódio é grande, pois nenhum
dos vencedores dos últimos 12 anos vai competir. Émerson
Iser Bem, último brasileiro a vencer, em 97, se recupera
de uma lesão e Ronaldo da Costa (vencedor em 94) também
cancelou sua participação. Dos estrangeiros,
o pentacampeão Paul Tergat, do Quênia, já
não disputa a prova desde o ano passado e o atual campeão,
o etíope Tesfaye Jifar, não vai defender o título,
pois tenta superar um problema estomacal.
Assim, aumentam as esperanças dos brasileiros, que
demonstram confiança em embolsar os R$ 17 mil destinados
aos campeões (no masculino e no feminino). A premiação
total aumentou quase R$ 20 mil, chegando a R$ 99,6 mil este
ano.
O grupo dos favoritos tem Marílson Gomes dos Santos,
o melhor colocado na última edição, chegando
em quarto lugar. "A São Silvestre é uma
prova única. Na verdade, você só vai definir
o que tem de fazer durante os 15 quilômetros. o importante
é estar entre os primeiros colocados do grupo principal,
sem perder de vista os ponteiros", ensina Marílson,
segundo colocado na Meia Maratona do Rio de Janeiro, ficando
atrás apenas do queniano Philip Rugut. No último
dia 15, ele venceu a Corrida de São Silveira, uma das
preparatórias para a São Silvestre.
Tem também Vanderlei Cordeiro de Lima, quinto no ano
passado, e que vem de um sétimo lugar na Maratona de
Milão, na Itália, que disputou no dia 1º
deste mês. Rômulo Wagner da Silva, bicampeão
da Prova Pedestre Sargento Gonzaguinha, corrida de 15km que
também serve como preparação para a São
Silvestre, é outro com boas chances de melhorar a sétima
colocação que conseguiu na São Silvestre
do ano passado.
Estes, e todos os outros brasileiros, no entanto, precisam
ficar atentos aos rivais estrangeiros. Um dos mais perigosos
é o queniano John Gwako, que já correu várias
provas no País. Ele venceu a Meia Maratona do Rio de
Janeiro em 98 e foi nono colocado na São Silvestre
do ano 2000. Felix Limo, também do Quênia, é
outro nome forte. Detentor do melhor tempo nos 15km (41m29),
ele faz sua estréia na São Silvestre. A delegação
internacional tem ainda Robert Cheruiyot, vencedor da Maratona
de Milão, e um dos mais confiantes. "Somos favoritos
sim e viemos para vencer", afirma.
Completam o time Paul Kirui, campeão dos 10km de Porto
Rico, prova em que venceu Paulo Tergat (terceiro colocado)
e David Cheruiyot, que pode ser considerado um veterano em
disputas nacionais, com dois títulos na Volta da Pampulha,
em 2000 e 2001 e vitórias na Maratona dos Bandeirantes
e na Prova de São Silveira. Correm ainda o etíope
Sihene Sileshi, o sul-africano Shadrack Hoff e o colombiano
Diego Colorado.
Largada Este ano, a São Silvestre terá
um número recorde de deficientes, estimado em cerca
de 300 atletas. Para eles, haverá uma largada especial,
às 15 horas. Mas essa é apenas uma opção
de segurança. Aqueles que quiserem correr com os demais
poderão fazê-lo. A prova feminina continua a
ter início às 15h15 e a masculina, às
17 horas.
O evento terá transmissão ao vivo pelo site
www.gazetaesportiva.net e também pelos canais de
televisão Gazeta, Globo e Sportv.
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