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domingo, dia 11, será disputada a nona edição
da Maratona Internacional de São Paulo, um dos principais
eventos do calendário nacional. A partir das 9 horas
da manhã, corredores de todo o país e destaques
do exterior estarão percorrendo os 42.195 metros da prova,
passando por ruas e avenidas da capital paulista, com largada
e chegada no Parque do Ibirapuera (Obelisco). Mas a grande atração
da disputa deste ano é a classificação
para os Jogos Pan-americanos de Santo Domingo, em agosto, na
República Dominicana. Os brasileiros mais bem colocados,
no masculino e feminino, carimbam o passaporte para participar
do Pan.
A possibilidade de garantir a vaga para Santo Domingo deverá
motivar a elite do esporte no país para a prova de
domingo. Afinal, com as mudanças no percurso, agora
mais plano e rápido, as chances de se obter um bom
tempo aumentaram. Cada país terá dois representantes
em cada categoria na prova do Pan-americano. Além dos
indicados na Maratona de São Paulo, também garantem
vaga os atletas com melhores tempos para a prova obtidos no
período de setembro de 2002 a 11 de maio de 2003.
Representar seu país em um evento como os Jogos
Pan-americanos é muito importante na carreira da qualquer
competidor. Dessa forma, estamos certos de que muitos atletas
da elite do esporte estarão competindo no domingo em
busca da vaga, destaca Thadeus Kassabian, diretor da
Yescom, organizadora da prova.
Entre os destaques confirmados estão Luís Antônio
dos Santos, vencedor da primeira edição em 95
e bicampeão da Maratona de Chicago (93/94) e 10º
nos Jogos Olímpicos de Atlanta (96) ; José Telles,
quinto colocado em 2002; Adriano Bastos, vencedor da Maratona
da Disney; Éder Fialho, prata nos Jogos Pan-americanos
de Winnipeg (99); além dos estrangeiros, Abdellatif
Lahourich , da França, e Rachid El Garnouni, de Marrocos.
No feminino, estão confirmadas Viviany Anderson de
Oliveira, bicampeã da prova (97/98); Marizete Rezende,
campeã em 91 e atual vencedora da São Silvestre;
Cleuza Maria Irineu, bicampeã da Volta Internacional
da Pampulha, e Leone Justino, campeão da Maratona de
Barcelona em 2001
Atual campeão da Maratona de São Paulo, o paranaense
Vanderlei Cordeiro de Lima tem a melhor marca no momento,
com 2h11min26seg, obtida em Milão, em dezembro. No
feminino, a melhor marca é da catarinense Márcia
Narloch, bicampeã de São Paulo, com 2h29min59seg,
obtida na Maratona de Hamburgo, no final do mês passado.
O evento reunirá 5.500 atletas. Isso porque, além
das vagas no Pan, a prova está mais rápida e
plana, pois foram tirados cerca de quatro quilômetros
de subida em relação ao ano passado. A disputa
de 5 km também motivou muita gente que quer estar no
evento e não tem preparo para enfrentar os 42.195 metros
pelas ruas e avenidas de São Paulo. A premiação
do evento é de R$ 80,4 mil, além de dois carros
0 Km para o melhor brasileiro e a primeira brasileira.
Goleada no feminino
Usando uma expressão do futebol, as brasileiras estão
dando uma goleada no que diz respeito aos títulos.
Afinal, foram sete vitórias, sendo dois bicampeonatos
da catarinense Márcia Narloch (99/2000) e da mineira
Viviany Anderson (97 e 98), e as conquistas da mineira Maria
Zeferina Baldaia (2002), estabelecendo o novo recorde da prova,
da carioca Janete Mayal (96) e a goiana Marizete Rezende (2001).
Em 1995, a brasileira mais bem colocada foi Sibélia
Vasconcelos, que cruzou a linha de chegada em terceiro lugar,
atrás da russa Ilyna Nadezhda e da norte-americana
Andrea Bowman.
O saldo brasileiro na categoria masculina da Maratona Internacional
de São Paulo não é tão positivo
como no feminino. Mesmo tendo vencido em 2002 com Vanderlei
Cordeiro de Lima, que estabeleceu o novo recorde da prova,
o atletismo nacional ainda está em desvantagem . Começou
com tudo, vencendo a primeira edição com o fluminense
Luís Antônio dos Santos, que se preparava para
os Jogos de Atlanta. Nos dois anos seguintes, porém,
começava a virada: o marroquino Chahan EL Maati venceu
em 96, enquanto o queniano Kipkemboi Cheruiyot ganhou em 97.
O primeiro lugar do gaúcho Diamantino dos Santos,
em 99, deu esperanças de que o Brasil começaria
uma seqüência de títulos, como acontecia
com as mulheres, mas isso não se confirmou. Nas três
edições seguintes o primeiro lugar ficou com
os quenianos, Paul Yego (99), David Ngetich (2000) e Stephen
Rugut (2001), recordista da competição (2h14min30),
confirmando a supremacia dos representantes de outros países
na Maratona de São Paulo.
Prova de 5 km visa a popularização da maratona
Participar de um evento como a Maratona Internacional de
São Paulo, uma das mais importantes provas do calendário
nacional, sem ter de encarar os 42.195 metros. Isso será
possível na nona edição do evento. Com
o objetivo de atrair novos praticantes para as provas de rua,
os organizadores criaram uma corrida de 5 quilômetros,
proporcionando a chance dos corredores mais novos participarem
do clima de uma maratona internacional.
A vontade de popularizar a prova fica evidente no percurso
definido para os 5 km, sem grandes dificuldades e bastante
plano. Queremos aumentar o número de pessoas
que fazem parte do evento como um todo. Por isso, decidimos
pela criação de uma corrida de cinco quilômetros,
que deverá motivar outras pessoas à prática
esportiva e, principalmente, da própria Maratona Internacional
de São Paulo. Será a chance de a família
também poder acompanhar os maratonistas disputando
uma prova menor, explica Thadeus.
O percurso é realmente tranqüilo. A largada e
a chegada também serão na avenida Pedro Álvares
Cabral, em frente ao Obelisco, como na maratona. Depois segue
para o viaduto General Euclídes Figueiredo, volta da
Pedro Álvares Cabral, rua Manuel da Nóbrega,
avenida República do Líbano, retorno próximo
ao viveiro Manequinho Lopes, avenida República do Líbano,
rua Manuel da Nóbrega, e avenida Pedro Álvares
Cabral, até a chegada em frente ao Obelisco.
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