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17/05/03
Keila estréia no mundo adulto com vitória e planeja mudança
Recorde brasileiro no salto com vara

 

 

Por Claudia Andrade

A vitória de Edson Luciano Ribeiro, 30 anos, e o segundo lugar de Jarbas Mascarenhas Júnior, 21, nos 100m do Troféu Brasil, neste domingo, prova que o Brasil tem um futuro garantido no atletismo. Ao observar o desempenho de juvenis e debutantes do adulto, técnicos e veteranos são unânimes ao dizer que a renovação será feita com tranqüilidade.

Fotos Marcelo Ferrelli/Gazeta Press
Jarbas (e) e Edson: o novo e o antigo competem em pé de igualdade

"Hoje temos juvenis competindo muito bem com os adultos. É interessante porque tem uma renovação vindo em cima da que já vinha acontecendo na minha época. Vejo com bons olhos essa renovação. Tem que acontecer mesmo, e o Troféu Brasil é a oportunidade para essa juventude mostrar trabalho e valor", diz Robson Caetano, que em maio deste ano viu seu recorde sul-americano nos 100m cair. O carioca Jorge Célio da Rocha Sena marcou 10s35 no Brasileiro juvenil, em Londrina (PR), e baixou em cinco segundos a marca de Robson, que já durava duas décadas. Detalhe: Jorge tem apenas 18 anos de idade.

Edson mesmo acredita que mesmo com uma possível saída de alguns integrantes do revezamento que deu a prata para o Brasil nas Olimpíadas de Sydney/00, os substitutos irão corresponder bem às expectativas. "A safra antiga tinha que sair mesmo para dar lugar para os novos, que vão surgir deste ano para o outro, como o Bruno (Pacheco), o Jorge (Célio)", enumera, citando apenas dois dos nomes mais lembrados quando o assunto é velocidade.

"O Brasil pode formar duas equipes fortes de revezamento se quiser. Tem atleta pra isso", garante André Domingos, outro integrante do quarteto medalhista olímpico.

Joaquim Cruz, campeão olímpico dos 800m, ressalta apenas a importância de esses talentos competirem no exterior. "O atletismo sul-americano está distante do nível para competir lá fora. Se não houver intercâmbio, o atleta chega na pista e quando vê um norte-americano já perde ali, antes mesmo de competir, não tem senso de igualdade", diz. Participar de meetings na Europa, segundo ele, ajudaria a evitar esse problema.

Mas a dificuldade para entrar em uma prova no continente existe, e assim, uma alternativa seria competir nos Estados Unidos, onde Joaquim mora. "A temporada norte-americana tem torneios universitários e abertos para qualquer país, todo final de semana. O nível da competição depende de cada evento, mas o técnico do Ato Boldon e do Maurice Greene, o John Smith, já foi convidado para participar de alguns desses meetings", conta.

Conheça o perfil e o trabalho de alguns jovens talentos nacionais nos links ao lado.

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