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Por Claudia Andrade
A vitória de Edson Luciano Ribeiro, 30 anos, e o segundo
lugar de Jarbas Mascarenhas Júnior, 21, nos 100m do
Troféu Brasil, neste domingo, prova que o Brasil tem
um futuro garantido no atletismo. Ao observar o desempenho
de juvenis e debutantes do adulto, técnicos e veteranos
são unânimes ao dizer que a renovação
será feita com tranqüilidade.
| Fotos Marcelo Ferrelli/Gazeta Press |
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| Jarbas (e) e Edson: o novo e o
antigo competem em pé de igualdade |
"Hoje temos juvenis competindo muito bem com os adultos.
É interessante porque tem uma renovação
vindo em cima da que já vinha acontecendo na minha
época. Vejo com bons olhos essa renovação.
Tem que acontecer mesmo, e o Troféu Brasil é
a oportunidade para essa juventude mostrar trabalho e valor",
diz Robson Caetano, que em maio deste ano viu seu recorde
sul-americano nos 100m cair. O carioca Jorge Célio
da Rocha Sena marcou 10s35 no Brasileiro juvenil, em Londrina
(PR), e baixou em cinco segundos a marca de Robson, que já
durava duas décadas. Detalhe: Jorge tem apenas 18 anos
de idade.
Edson mesmo acredita que mesmo com uma possível saída
de alguns integrantes do revezamento que deu a prata para
o Brasil nas Olimpíadas de Sydney/00, os substitutos
irão corresponder bem às expectativas. "A
safra antiga tinha que sair mesmo para dar lugar para os novos,
que vão surgir deste ano para o outro, como o Bruno
(Pacheco), o Jorge (Célio)", enumera, citando
apenas dois dos nomes mais lembrados quando o assunto é
velocidade.
"O Brasil pode formar duas equipes fortes de revezamento
se quiser. Tem atleta pra isso", garante André
Domingos, outro integrante do quarteto medalhista olímpico.
Joaquim Cruz, campeão olímpico dos 800m, ressalta
apenas a importância de esses talentos competirem no
exterior. "O atletismo sul-americano está distante
do nível para competir lá fora. Se não
houver intercâmbio, o atleta chega na pista e quando
vê um norte-americano já perde ali, antes mesmo
de competir, não tem senso de igualdade", diz.
Participar de meetings na Europa, segundo ele, ajudaria a
evitar esse problema.
Mas a dificuldade para entrar em uma prova no continente
existe, e assim, uma alternativa seria competir nos Estados
Unidos, onde Joaquim mora. "A temporada norte-americana
tem torneios universitários e abertos para qualquer
país, todo final de semana. O nível da competição
depende de cada evento, mas o técnico do Ato Boldon
e do Maurice Greene, o John Smith, já foi convidado
para participar de alguns desses meetings", conta.
Conheça o perfil e o trabalho de alguns jovens talentos
nacionais nos links ao lado.
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