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02/03/2006
Montagem sobre foto de Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Por Marta Teixeira

Ela tem apenas 17 anos e 1,68m de altura, mas já é apontada como uma das esperanças de destaque no atletismo nacional. Franciela das Graças Krasucki teve um início traumático nas pistas.

Foto:Marcelo Ferrelli/Gazeta Press

Atleta do programa da Escola do Sesi de Capuava, em Valinhos (SP), onde treina com Adriano Vitorino, ela teve seu primeiro contato com o atletismo em 2001, quando ainda praticava handebol. “Treinava há um ano e meio quando fui chamada para correr, caí e me ralei inteira. Falei que não queria saber de atletismo nunca mais”.

Um ano depois, contudo, resolveu dar mais uma chance para as pistas. Afinal, sempre gostou de esportes variados tendo praticado até futsal antes do hand. A escolha provou ser a mais acertada e em menos de 4 anos ela já coleciona 80 medalhas em sua casa.

Medalha de bronze no revezamento medley do Mundial de Menores em Marrakesh-2005, no Marrocos, ela está apenas começando sua trajetória mas já conta com a confiança dos treinadores da seleção brasileira adulta, tanto que foi chamada para ser reserva no Mundial de Helsinque-2005, na Finlândia.

“Do Mundial para tive um aprendizado muito grande, principalmente no revezamento que não treino direto”, avalia a velocista. Franciela é especialista nos 100m e 200m e é nestas duas provas que ela sonha representar o Brasil nos Jogos Pan-americanos do Rio-2007. “Espero chegar pelo menos como titular nos 100m”, explica.

Hoje, ela já é uma das atletas da equipe pré-Pan-americana do Brasil. As metas da Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) para aqueles que confirmarem seus nomes nos Jogos são ambiciosas: no mínimo 17 medalhas.

Mas antes disso, ela tem outros desafios pela frente. Em agosto, disputa o Mundial Juvenil, em Pequim, onde está entre as favoritas. Mesmo com a responsabilidade, ela se diz tranqüila. “Vou estar entre as oito, brigando por medalha. Sinto-me mais segura por estar competindo na minha categoria”.

Além disso, ela também faz planos de classificação para o Ibero-americano em Porto Rico no mês de maio. A longo prazo, ela também pretende ser uma atleta olímpica em Pequim-2008.

A inspiração para os desafios, ela busca em personagens pelos quais nutre sincera admiração como a barreirista Maíla Machado e o velocista Vicente Lenilson, medalhista olímpico e mundial. “Admiro muito a Maíla e o Vicente. A gente conversa, o Vicente que treina na mesma equipe que eu conta história, dão dicas. É muito bom”.

No Mundial da Finlândia, ela somou mais uma fonte importante de informações: a veterana Lucimar Moura, da equipe de revezamento. “Antes tinha medo de chegar perto, mas depois que a gente conversa é muito bom”.

Para atingir suas metas, Franciela terá uma agenda puxada, incluindo os compromissos da faculdade de fisioterapia, que começa a cursar este ano. “Vou levantar todos os dias às 5h30. Fazer faculdade de manhã e treinar das 14 às 18 horas”. Além disso, ela também vai estudar inglês duas vezes por semana. “Vai ser puxado, mas é assim que tem de ser”.

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