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Por Marta Teixeira
Ela tem apenas 17 anos e 1,68m de altura, mas já é
apontada como uma das esperanças de destaque no atletismo
nacional. Franciela das Graças Krasucki teve um início
traumático nas pistas.
| Foto:Marcelo Ferrelli/Gazeta Press |
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Atleta do programa da Escola do Sesi de Capuava, em Valinhos
(SP), onde treina com Adriano Vitorino, ela teve seu primeiro
contato com o atletismo em 2001, quando ainda praticava handebol.
Treinava há um ano e meio quando fui chamada
para correr, caí e me ralei inteira. Falei que não
queria saber de atletismo nunca mais.
Um ano depois, contudo, resolveu dar mais uma chance para
as pistas. Afinal, sempre gostou de esportes variados tendo
praticado até futsal antes do hand. A escolha provou
ser a mais acertada e em menos de 4 anos ela já coleciona
80 medalhas em sua casa.
Medalha de bronze no revezamento medley do Mundial de Menores
em Marrakesh-2005, no Marrocos, ela está apenas começando
sua trajetória mas já conta com a confiança
dos treinadores da seleção brasileira adulta,
tanto que foi chamada para ser reserva no Mundial de Helsinque-2005,
na Finlândia.
Do Mundial para tive um aprendizado muito grande, principalmente
no revezamento que não treino direto, avalia
a velocista. Franciela é especialista nos 100m e 200m
e é nestas duas provas que ela sonha representar o
Brasil nos Jogos Pan-americanos do Rio-2007. Espero
chegar pelo menos como titular nos 100m, explica.
Hoje, ela já é uma das atletas da equipe pré-Pan-americana
do Brasil. As metas da Confederação Brasileira
de Atletismo (CBAt) para aqueles que confirmarem seus nomes
nos Jogos são ambiciosas: no mínimo 17 medalhas.
Mas antes disso, ela tem outros desafios pela frente. Em
agosto, disputa o Mundial Juvenil, em Pequim, onde está
entre as favoritas. Mesmo com a responsabilidade, ela se diz
tranqüila. Vou estar entre as oito, brigando por
medalha. Sinto-me mais segura por estar competindo na minha
categoria.
Além disso, ela também faz planos de classificação
para o Ibero-americano em Porto Rico no mês de maio.
A longo prazo, ela também pretende ser uma atleta olímpica
em Pequim-2008.
A inspiração para os desafios, ela busca em
personagens pelos quais nutre sincera admiração
como a barreirista Maíla Machado e o velocista Vicente
Lenilson, medalhista olímpico e mundial. Admiro
muito a Maíla e o Vicente. A gente conversa, o Vicente
que treina na mesma equipe que eu conta história, dão
dicas. É muito bom.
No Mundial da Finlândia, ela somou mais uma fonte importante
de informações: a veterana Lucimar Moura, da
equipe de revezamento. Antes tinha medo de chegar perto,
mas depois que a gente conversa é muito bom.
Para atingir suas metas, Franciela terá uma agenda
puxada, incluindo os compromissos da faculdade de fisioterapia,
que começa a cursar este ano. Vou levantar todos
os dias às 5h30. Fazer faculdade de manhã e
treinar das 14 às 18 horas. Além disso,
ela também vai estudar inglês duas vezes por
semana. Vai ser puxado, mas é assim que tem de
ser.
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