| Por Marta Teixeira
Sem patrocínio fechado e com sua presença na
próxima edição do Campeonato Paulista
ainda ameaçada, a equipe de Franca tem duas novas esperanças
para manter o grupo profissional. A primeira delas é
reativar a campanha do sócio-torcedor, mas desta vez
ampliada. Ao mesmo tempo, a Prefeitura da cidade também
resolveu colaborar. Ela não vai bancar o time, mas
segundo a secretária de esportes, Júlia Cortez
Barion Ribeiro, está atrás de um patrocinador
para a equipe.
"A Prefeitura está negociando um apoio para nós",
diz o presidente do clube, Nelson Elias Salomão. "Não
podemos perder o time de maneira nenhuma", explica Júlia.
"O prefeito (Gilmar Dominici) está tentando conseguir
recursos, principalmente para saldar a dívida",
completa a secretária.
A dívida de Franca, segundo ela, ultrapassa os R$ 100
mil. "Devemos mais ou menos dois meses de salários",
complementa Salomão. O débito total inclui o
salário do técnico Daniel Wattfy e três
jogadores.
"A prioridade é colocar estes débitos em
dia", antecipa a secretária. "Depois disso
queremos encontrar um patrocinador". A participação
da Prefeitura limita-se basicamente à procura do patrocínio.
"Não podemos nem temos como assumir a equipe",
afirma Júlia. "A nova lei de Responsabilidade
Civil no esporte (medida provisória assinada pelo presidente
Fernando Henrique Cardoso na semana passada) inviabiliza a
oferta de descontos nos impostos em troca dos investimentos
de patrocínio", diz.
Para ela, isto foi positivo por um lado, "porque evita
o abuso, mas também engessa um pouco a administração".
"Vez ou outra podemos ajudar no transporte, mas não
há como manter isto", completa.
Com os empresários, o prefeito busca não apenas
o patrocínio único. "Estamos tentando reaver
o patrocínio da Unimed (que terminou quando o time
foi eliminado do Nacional), que era pequeno, mas ajudava",
lembra a secretária.
Outra alternativa trabalhada é a criação
de um pool de empresas para bancar as despesas. "Se cada
um desse R$ 5 mil não pesaria para ninguém",
completa a secretária. "Infelizmente, parece que
quem não é do esporte não acredita muito
em marketing esportivo", diz a Júlia, chamando
a atenção para a presença constante da
torcida nos jogos da equipe. "Passamos por muitas fases
complicadas, mas nunca desta forma", lamenta.
Por causa do impasse, Salomão não sabe como
será formado o grupo para a próxima temporada.
"Ainda não conversamos com os jogadores. Tivemos
um primeiro contato e eles querem ficar na equipe, mas temos
que negociar ainda".
Mesmo com as dificuldades, Salomão está confiante.
"Acho que agora a cidade vai acordar para isto. Estamos
com uma diretoria pequena, porque existia um desânimo
total, mas estamos trabalhando", afirma o presidente.
Jogos, carro e prêmios em troca
de apoio
A idéia do sócio-torcedor não é
nova. Na verdade, ela já estava em funcionamento no
clube. A novidade é que agora também inclui
o time de futebol da Francana, que disputa a série
A-2, segunda divisão, do Campeonato Paulista, e dá
prêmios.
O sócio-torcedor paga uma taxa mensal de R$ 30,00 ao
clube e em contrapartida tem ingresso garantido para os jogos
de futebol e basquete das duas equipes. "Além
disso, ele concorre todos os meses ao sorteio de um carro
e a oito prêmios de R$ 500,00", diz o presidente
Salomão.
A carteirinha tem validade por um ano e o próximo
sorteio dos prêmios será dia 29. Para saber como
colaborar, basta ligar para (16) 3713-1000.
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