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Por Daniela Marley Sousa, especial para GE.Net
Após o início de uma campanha de destaque no
Campeonato Paulista de Basquete Masculino, o Mogi/UBC/Valtra
pretende fazer algo que dê continuidade ao bom desempenho
nas competições. Assim como os grandes times
paulistas, o time anunciou que implantará em 2003 uma
escolinha para crianças e adolescentes, dando início
ao trabalho com categorias de base tão elogiado por
quem convive diariamente com o esporte.
Apesar de ser uma idéia que ganhou força recentemente,
o projeto era um sonho antigo dos coordenadores do clube,
de acordo com o presidente Maurício Machado de Mello.
"Queríamos trabalhar efetivamente com crianças
há um bom tempo, mas as verbas arrecadadas eram insuficientes",
diz ele, completando: "Até agora os patrocinadores
financiaram apenas o time principal, pois disputando e vencendo
competições poderíamos atrair mais apoios
de pessoas físicas e jurídicas, para que tudo
fosse concretizado de forma mais rápida".
Mello ainda não calcula quantos alunos podem começar
as aulas. "Ainda não definimos nada, só
sabemos que vamos iniciar as escolinhas. Tudo vai depender
do dinheiro que os patrocinadores investirem e de quanto nós
teremos em caixa", explica.
A Valtra e a Universidade Braz Cubas, principais patrocinadores
do Mogi, deram o grande impulso para que a ação
tornasse realidade. Segundo o reitor da UBC, Saul Grinberg,
além de dar a chance aos jovens do município
da Grande São Paulo de jogar em uma categoria de base,
as escolinhas podem ter caráter beneficente. "É
muito mais fácil ter objetivos na vida com o esporte
do que com a droga", afirma.
O prefeito de Mogi das Cruzes, Junji Abe, também acredita
nessa forma de benefício para as crianças e
jovens da cidade. "Esse pode ser o início de um
investimento maior em outras atividades, como futebol, vôlei
e atletismo", pondera.
Além das escolinhas, Mogi das Cruzes passará
em 2003 a sediar competições como o Torneio
Início do Campeonato Paulista e o All Star Games, no
qual os melhores atletas do Brasil disputam com jogadores
estrangeiros. Isso foi pensado depois do crescimento do clube.
"Tivemos um bom desempenho, apesar de não termos
vencido. É uma prova de que nosso basquete está
passando por uma boa fase e isso traz benefícios não
só para o time, mas para nosso município também",
conclui o vice-presidente do clube, Cláudio Costa.
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