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Por Marta Teixeira
Workholic assumido, o técnico do COC/Ribeirão,
Aluísio Ferreira, conseguiu que sua equipe garantisse
o bicampeonato Paulista masculino de basquete, dia 19, na
inédita condição de campeão invicto
do torneio, com 39 vitórias na temporada.
| Foto Gazeta Press |
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| O técnico Lula |
Na quadra, Lula emocionou-se ao ver atletas que se formaram,
em sua maioria, com ele, levantando a taça. Mas nem
bem o título foi guardado e lá estava ele, pensando
na seleção e no Nacional, no qual seu time permanece
invicto, até esta quarta-feira, acumulando 43 vitórias
consecutivas. Na verdade, antes mesmo do final do Estadual,
Lula encontrava tempo para se dedicar à função
de técnico da seleção brasileira, posto
que assumiu no início do ano.
Os resultados iniciais desta dedicação devem
ser vistos na primeira quinzena de fevereiro, quando a comissão
técnica faz a pré-convocação dos
atletas que têm chance de defender o Brasil nesta temporada.
A lista será divulgada antes do embarque das comissões
técnicas masculina e feminina para o estágio
de 15 dias no Denver Nuggets, nos Estados Unidos.
Lula e os assistentes técnicos Guerrinha e Flávio
Davis fizeram várias reuniões para discutir
a filosofia de jogo e planejar o calendário e já
têm uma boa idéia de quem deve estar na relação
inicial de convocados. Sem querer se comprometer, o treinador
deixa o número em aberto. "Poderíamos chegar
a mais ou menos 30 e poucos jogadores", diz. Com uma
lista tão ampla, Lula afirma ter como objetivo dar
um incentivo extra para aqueles que não aparecem como
favoritos a uma vaga. "Para estes jogadores intermediários
isto é um alento e, com certeza, eles poderão
começar a se preparar melhor", acredita.
A atenção da comissão técnica
não ficou restrita ao território nacional. O
técnico garante que os atletas que foram tentar a sorte
no exterior também foram acompanhados e isto não
se aplica apenas aqueles que passaram pela seleção
casos de Nenê (Denver Nuggets NBA), Anderson
Varejão (Barcelona Espanha), Tiago Splitter
(Tau Ceramica, mas emprestado ao Bilbao Espanha), Marcelinho
e Guilherme (Rimini Crabs Itália).
Nos Estados Unidos, além de Baby, que não poderá
atuar em competições da Fiba por dois anos porque
foi pego no antidoping do Mundial, Lula lembra de Gilsinho
(de Jesus, na Kansas State) e Cassiano (Mateus, na Universidade
da Georgia), que também jogam nos EUA. "Não
estou dizendo que eles serão convocados, mas estamos
acompanhando sua evolução".
O técnico reconhece que muitos dos que serão
chamados na primeira lista não estarão prontos
para a seleção. "Mas a seleção
tem que ser uma alavanca para o desenvolvimento da modalidade",
afirma Lula. "Queremos que os jogadores estejam sempre
motivados", completa, lembrando que mesmo aqueles que
não forem chamados em fevereiro ainda têm chance.
"Não ser incluído agora não significa
que não será chamado".
Com a pré-convocação, a comissão
brasileira quer evitar que o atleta seja chamado já
na época de preparação para os torneios
e se descubra que está com algum problema físico.
"Os que estiverem no Brasil vão passar por testes
médicos e físicos imediatos", explica.
Na temporada passada, o armador Valtinho e o pivô Estevam
foram dispensados por causa de contusões.
Além disso, Lula acredita que a chance de integrar
a equipe será um incentivo importante em a evolução
destes atletas. "Vamos ver como eles estão agora
e isto permitirá que ele trabalhe (se aperfeiçoe)
no clube".
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