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Por Marta Teixeira
Cotado, e bem, para o draft 2003 da NBA, o armador Leandrinho,
do Bauru Basquete, é uma das possibilidades brasileiras
de contar com outro representante na liga norte-americana.
Animado com a oportunidade, o jogador fala em melhorar o físico
para conquistar seu espaço. Mas antes tem que resolver
um problema doméstico para conseguir a liberação
em sua equipe atual e chegar aos Estados Unidos em tempo de
participar dos training camps.
Talento precoce
| Foto Leonardo Soares/GP |
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Aos 20 anos, o armador Leandrinho, do Bauru Basquete, já
pertence a um seleto grupo no basquete mundial. Destaque no
Campeonato Nacional, ele é um dos brasileiros cotados
para uma vaga na NBA no próximo draft da liga, que
será realizado em junho. Nas especulações
do site nbadraft, ele é o segundo melhor brasileiro,
superado apenas pelo pivô Anderson Varejão, do
Barcelona. Nesta terça-feira, Anderson era o oitavo
colocado na lista e Leandrinho ocupava a 50ª posição.
Quando a lista se restringe aos jogadores internacionais,
o desempenho da dupla é ainda melhor. Anderson é
o segundo e Leandrinho o 12º.
O amigo Nenê, escolhido na primeira rodada do draft
passado e que atua no Denver Nuggets, confirma os dados. "Ele
diz que estão falando bem de mim", revela animado
Leandrinho. Na opinião do site de draft, o armador
pode ser selecionado pelo Dallas Maverick ainda na primeira
rodada de escolhas.
A oportunidade de atuar nos Estados Unidos chegou antes do
que o jogador esperava. "Sabia que estava cotado, mas
só para o ano que vem", lembra. Como a chance
se antecipou, ele promete agarrá-la com todas as forças
e enquanto não pode mostrar do que é capaz nos
Estados Unidos, vai dando provas de sua evolução
no Brasil mesmo.
Apesar da pouca idade, o armador já provou que não
tem medo de desafios. Chamou para si a responsabilidade de
dar ânimo novo ao Bauru depois da saída da maior
parte dos titulares da equipe, no final da temporada passada
e não deu vexame. Ele é o cestinha da equipe
e o segundo maior pontuador do torneio marcou 564 pontos
em 20 jogos, com média de 28,2. Ele também figura
entre os cinco melhores em mais dois fundamentos. É
o quinto em assistências - 7 por jogo e o terceiro
em recuperação de bolas 2,5. A surpresa
é seu nome estar entre os 20 melhores do bloqueio,
fundamento dominado pelos pivôs. Único armador
da lista, ele ocupa a 11ª posição.
O destaque precoce de Leandrinho é resultado de um
trabalho que começou cedo também. Aos 5 anos,
o irmão Artur Carlos Barbosa já levava o menino
para a quadra e não dava moleza. "Eu sofri muito
na mão dele, mas valeu a pena", reconhece rindo
o armador, que faz questão de lembrar a participação
da família em seu sucesso. Lembra da mãe, Ivete
Aparecida, que cuida das negociações, e do outro
irmão, Marcelo, que mora com ele em Bauru. "Ele
é meu pai e minha mãe, faz tudo por mim".
Enquanto espera a definição de seu destino
pré-draft a família e os agentes tenta
liberá-lo do contrato com o clube antes do final para
que possa participar dos camps das franquias -, Leandrinho
trabalha para se firmar na seleção brasileira.
"Meu sonho é ser titular", confessa.
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