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Por Marta Teixeira
Elas são jovens, mas não têm medo quando
pensam na responsabilidade que vão herdar. As jogadoras
da seleção brasileira feminina sub-21 de basquete
disputam o 1º Campeonato Mundial da categoria em Sibenik,
Croácia, conscientes de que poderão ser as novas
caras da equipe adulta e que vão receber como herança
a tradição de ser uma das principais equipes
do cenário mundial da modalidade.
| Foto Djalma Vassão/Gazeta
Press |
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| A internacional Érika: adulta
e sub-21 |
Para algumas, fazer papel de veterana não é
novidade. A pivô Érika, 21 anos, é o exemplo
mais evidente. Desde a temporada passada, divide seu tempo
entre a equipe de base e a seleção adulta, com
a qual disputou o Campeonato Mundial na China. Seu talento
e qualidade levaram a atleta a várias experiências
internacionais, com passagem no basquete norte-americano e
europeu. Apesar disso, ela optou por não voltar para
a WNBA e ir com a seleção sub-21 no Mundial.
"Valeu a pena ficar com a seleção. Lá
(Estados Unidos) eu ia ganhar dinheiro, aqui ganho experiência",
afirma a jogadora em um sinal claro de amadurecimento. Depois
das andanças internacionais, Érika está
segura que a saída pelo aeroporto só vale a
pena com algum amadurecimento. "Eles (WNBA) não
têm a mesma paciência para ensinar. Se você
não tiver a base, não vale muito a pena ir lá
fora", garante a jogadora, que começou no esporte
com 15 anos.
Na opinião de Érika, mesmo as jogadoras que
não tiveram o privilégio de atuar na equipe
principal do Brasil também tiveram experiências
importantes, na última temporada, e amadureceram. "O
grupo todo evoluiu bastante. Nem todas têm a oportunidade
de estar com a seleção adulta, mas estão
em competições difíceis. O Brasileiro
é quase um Mundial", exagera.
| Foto Djalma Vassão/Gazeta
Press |
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| Fabiana: titular no nacional e
confiança na seleção |
Sem passagens pelo exterior, mas com a experiência
de ter defendido o São Caetano como titular no Campeonato
Paulista, a armadora Fabiana, 20 anos, é um dos exemplos
de amadurecimento na última temporada nacional. "Fizemos
jogos contra Adrianinha, Cíntia (ambas da seleção
adulta) e sei que evolui muito", afirma a jogadora, que
passou por uma cirurgia no joelho antes do Nacional e chegou
a preocupar o técnico Paulo Bassul na estréia
do Mundial por causa de uma torção no tornozelo.
A pivô Kátia Regina, 20 anos, também
foi titular no Santo André e é outra que garante
ter aproveitado bem a experiência. "Fiquei mais
confiante para chegar mais preparada à seleção",
assegura. O trabalho defensivo foi onde ela identificou sua
principal melhoria. Mas não é na evolução
individual que as meninas do Brasil apostam suas fichas. Elas
dizem que o sucesso da equipe vai ser fruto do conjunto e
do entrosamento e neste último quesito, a seleção
não tem do que reclamar.
"Este grupo está junto há muito tempo.
Desde a seleção cadete", lembra Fabiana.
"Está mais maduro e trabalhamos pesado para ficar
entre os quatro melhores", garante. Kátia Regina
faz planos ainda mais ambiciosos mesmo contando com os adversários.
"O grupo evoluiu e com certeza todas (as seleções)
evoluíram muito. Mas estamos mais confiantes para este
Mundial e vamos trabalhar para chegar à final e ao
pódio".
O técnico Bassul também não tem dúvidas
do potencial de suas convidadas. "Estou contente com
a evolução do grupo, mas estamos conscientes
que o campeonato é fortíssimo. Há muitas
equipes fortes na competição, mas nenhuma imbatível.
E esta evolução do grupo foi suficiente para
nos colocar entre as fortes", analisa.
Como prova desta teoria, o Brasil lidera o grupo A do Mundial
ao lado de Estados Unidos e França. As primeiras, a
seleção venceu na rodada de domingo, dominando
o jogo desde o início. Já as francesas foram
as únicas, até o momento, que superaram o grupo
no Mundial. Na estréia, o Brasil havia passado pelas
donas da casa sem dificuldades.
Quanto ao futuro e a uma possível vaga na equipe titular,
as meninas do Sub-21 não têm dúvidas.
O sonho é possível, mas vai exigir muita dedicação.
"Estou tranqüila e preparada", diz a pivô
Kátia Regina. "Sei que tenho capacidade suficiente
para chegar na equipe principal e cumprir o meu papel",
afirma categórica.
Fabiana vê a possibilidade como uma trajetória
natural. "A transição vai acontecer naturalmente.
Mas sei que ir para o adulto é muito difícil".
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